Juiz de Fora faz parte da força-tarefa que vai atuar na Região Serrana do Rio de Janeiro na tentativa de identificar vítimas que não aparecem nas estatísticas oficiais do desastre natural ocorrido durante as chuvas de janeiro de 2011. Autoridades apontam 905 mortos e 191 desaparecidos, no entanto, os números são questionados por especialistas e pela própria população dos municípios atingidos. A força-tarefa deve recolher informações detalhadas sobre as pessoas que sumiram após a tragédia. Serão feitas visitas aos locais afetados, cartórios, Ministério Público, órgãos do Poder Judiciário, Defensoria Pública, além das redes de ensino e assistência social.
Hoje, em Petrópolis, acontece a primeira reunião de trabalho dos representantes dos Centros de Referência em Direitos Humanos (CRDH) de Juiz de Fora, Nova Iguaçu e Petrópolis, quando serão direcionadas as ações. Segundo a coordenadora do Instituto Educação e Cidadania (IEC) local, Fabiana Rabelo dos Santos, amanhã quatro profissionais de Juiz de Fora serão enviados à Região Serrana para identificar as vítimas e prestar auxílio aos familiares. Não foi definido prazo para o término da ação. A equipe local será formada por agente de cidadania, psicóloga, assistente social e advogada.
A criação desta força-tarefa foi sugerida pela Secretaria de Direitos Humanas da Presidência da República, após conversa entre a ministra Maria do Rosário Nunes e o vice-governador do Rio, Luis Fernando Pezão. O projeto do IEC também é parceiro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, sendo custeado pelo Governo federal. O levantamento vai articular os centros de referência, que prestarão serviços, tanto em suas sedes próprias, quanto em ações itinerantes e no local do acidente. Equipes multidisciplinares serão mobilizadas para oferecer serviços jurídicos e atendimento psicossocial.
