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Convênio de R$ 14 milhões promete revitalizar Distrito Industrial e atrair investimentos

revitalização distrito industrial

Foto: Felipe Couri

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A necessidade de revitalizar o Bairro Distrito Industrial, na Zona Norte de Juiz de Fora, é consenso entre lideranças empresariais da cidade. A situação precária de ruas mal asfaltadas e com falta de drenagem urbana adequada ficou ainda mais gritante após as chuvas de fevereiro, impactando as atividades das mais de 100 empresas de diversos segmentos instaladas na região, que respondem por mais de 20 mil empregos diretos e indiretos. Nesse cenário, o convênio de R$ 14 milhões recém firmado entre o Governo de Minas, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), e a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) é visto com bons olhos por integrantes do setor, que há anos demandam por melhorias a fim de atrair mais investimentos. Os recursos serão aplicados em obras, serviços de engenharia, levantamentos e investigações técnicas voltados a: drenagem pluvial, esgotamento sanitário, sistema viário, pavimentação e iluminação pública. A expectativa é revigorar o Distrito Industrial diante de sua posição estratégica para escoamento de mercadorias, pela proximidade com o eixo rodoviário BR-040 e BR-267 e com o Aeroporto Regional da Zona da Mata.

A presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Regional Zona da Mata e do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Juiz de Fora e Governador Valadares (Sindivest JF-GV), Mariângela Marcon, observa que a revitalização do Distrito Industrial representa um passo fundamental para tornar Juiz de Fora mais competitiva na atração de investimentos. “A cidade reúne condições logísticas extremamente favoráveis, com acesso por ferrovia, importantes rodovias, aeroporto regional e proximidade com os principais portos do país. Poucas regiões contam com uma estrutura tão estratégica.”

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Mariângela pontua, no entanto, que essa vocação logística precisa ser acompanhada de investimentos em infraestrutura. “Não basta possuir localização privilegiada, é necessário oferecer um ambiente adequado para que as empresas possam se instalar, crescer e gerar empregos. Durante muitos anos, o Distrito Industrial sofreu com a falta de investimentos, o que comprometeu sua atratividade. Nossa expectativa é que essa revitalização marque o início de uma nova fase para Juiz de Fora. Um distrito moderno, estruturado e funcional que transmite confiança aos investidores, fortalece as empresas que já atuam na região e cria condições para a chegada de novos empreendimentos.”

A presidente da Fiemg Regional Zona da Mata reforça que esse investimento deve fazer parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento do “hub logístico” de Juiz de Fora. “Com planejamento, continuidade das obras e vontade política para transformar projetos em realidade, a cidade tem todas as condições para consolidar sua posição como um importante polo industrial e logístico de Minas Gerais, impulsionando o desenvolvimento econômico de toda a Zona da Mata. E a Fiemg está à frente desta luta pela melhoria do ambiente de negócios e pelo progresso da região”, garante Mariângela, que aponta atuação decisiva da Fiemg na articulação que resultou na assinatura do convênio entre Governo de Minas e PJF: “A mobilização começou com um ofício encaminhado ao Governo de Minas, solicitando investimentos para a revitalização do Distrito Industrial.”

Investimentos estruturantes

A presidente regional da Fiemg também reforça que as fortes chuvas que atingiram a cidade em fevereiro “agravaram significativamente” os problemas no bairro, aumentando ainda mais a necessidade de investimentos estruturantes. “Além de contribuir com ideias e projetos, entendemos que as entidades representativas também têm o papel de acompanhar e fiscalizar a correta aplicação desses recursos públicos, em conjunto com a Câmara Municipal, garantindo que os investimentos realmente se traduzam em melhorias para o Distrito Industrial e para o desenvolvimento de Juiz de Fora.”

A Associação das Empresas do Distrito Industrial de Juiz de Fora também afirma “trabalhar arduamente” para melhorias no Distrito Industrial, principalmente relacionadas à infraestrutura, como drenagem, asfaltamento e manutenção da captação de águas pluviais. “Conseguirmos evoluir no aspecto de drenagem e asfaltamento na fase 1 do Distrito Industrial. Porém, a fase 2 ainda não havia sido atendida, tendo até o momento vias sem asfaltamento e com drenagem precária”, avalia o presidente da entidade, Tarcísio Delão Júnior.

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Segundo ele, os investimentos de R$ 14 milhões deverão ser aplicados em obras de drenagem e asfaltamento no Distrito Industrial II. “Com isso, acredito que traremos mais desenvolvimento, investimento de novas empresas, gerando mais emprego e renda para nossa cidade.” Ele aponta outras necessidades: “Ainda precisamos de mais atenção ao transporte público (mobilidade urbana), iluminação pública, manutenção de passeios para pedestres, sinalização de trânsito e segurança pública. Nós da associação continuaremos nosso trabalho por um Distrito Industrial melhor.”

Estudo realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, da Inovação e Competitividade (Sedic) em 2024 indica que o Distrito Industrial possuía 114 empresas em atividade, responsáveis por mais de 21 mil empregos, entre diretos e indiretos. Em 2021, o Valor Adicionado Fiscal (VAF – valor adicionado nas operações de entradas e saídas de mercadorias ou prestações de serviços) no Distrito foi de R$ 1,2 bi, mais de 11% do VAF de Juiz de Fora, apurado em R$ 10,9 bilhões no mesmo ano.

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Procurada, a Prefeitura não se posicionou sobre o convênio e informou que não há dados atualizados.

Recursos serão escalonados até 2028

“O aporte para a revitalização do Distrito Industrial ganhou ainda mais relevância diante das demandas de infraestrutura no distrito após as chuvas”, reflete o Governo de Minas. “A iniciativa tem como objetivo qualificar a infraestrutura, fortalecer a atividade empresarial instalada na região e contribuir para a atração e permanência de empreendimentos”, continua. O Estado fará o aporte dos recursos financeiros para elaboração dos projetos e para as intervenções. Já a PJF, será responsável pela parte executiva, incluindo as planilhas orçamentárias e os procedimentos licitatórios para contratações, além de fiscalizar as obras.

Com vigência prevista de 36 meses, o convênio prevê repasse dos recursos de forma escalonada: R$ 850 mil neste mês de julho, R$ 4,15 milhões em outubro de 2026, R$ 5 milhões em julho de 2027 e R$ 4 milhões em julho de 2028. “As ações foram organizadas em quatro etapas: levantamentos e investigações técnicas; infraestrutura subterrânea e preparação viária, incluindo drenagem pluvial, esgotamento sanitário e preparação de vias; sistema viário, pavimentação asfáltica e sinalização; e iluminação pública e melhorias complementares”, detalha o Governo de Minas, com base em diagnóstico técnico atualizado, a partir de relatório de infraestrutura e logística de 2017 e de vistoria técnica realizada em junho com representantes municipais e da Codemge.

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