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Máquina substitui coração e salva menino de 8 anos

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Thiago com a equipe médica e familiares
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Thiago com a equipe médica e familiares

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Uma técnica rara, e pela, primeira vez, usada com sucesso em Minas, salvou a vida do menino Thiago Ribeiro, 8 anos, de Cataguases. Conforme a equipe médica, ele tinha um problema congênito no coração, que prejudicava a distribuição do sangue para o restante do corpo. Após procedimento cirúrgico realizado no Hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora, no dia 1º de junho, o pequeno paciente, que recebeu alta no último domingo, é considerado curado. Conforme o cirurgião cardíaco juiz-forano Leonardo Miana, que comandou a operação, Thiago tinha um músculo que impedia o funcionamento correto do coração e precisava ser removido.

Horas depois da retirada do tecido, o coração apresentou dificuldades para manter o ritmo correto de batimentos, o que causou parada cardiorrespiratória. Foi necessária, então, a reabertura do tórax e o uso do Oxigenador de Membrana Extracorpórea, um aparelho mecânico, importado, que substitui a função de bombear o sangue, auxiliando no funcionamento dos pulmões. "Como na cidade não tinha o equipamento, tivemos que trazê-lo, às pressas, de São Paulo. O suporte foi utilizado por quatro dias, tempo importante para que o coração do paciente recuperasse a estabilidade do batimento. Hoje Thiago é saudável," afirma o médico.

Os primeiros sintomas da anomalia cardíaca de Thiago – estenose subaórtico – começaram a aparecer aos 3 anos. Segundo seu pai, o motorista Sandro Ribeiro, 42, o menino apresentava cansaço excessivo mesmo em atividades simples, além de câimbras nas articulações. Muitos exames foram realizados e, apenas no início deste ano, especialistas chegaram ao diagnóstico.

De volta à sua casa, em Cataguases, após a cirurgia, a criança faz tratamento com fisioterapeutas para recuperar a força muscular da perna, já que ficou mais de um mês impossibilitado de andar. "Ele ainda se move com certa dificuldade, mas já consegue realizar atividades simples e está autorizado a voltar para a escola", conta o pai. Um plano de saúde pagou as despesas hospitalares.

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Caso semelhante

O médico Leonardo Miana também integrou a equipe que atendeu o garoto Patrick Hora Alves, 10 anos, do Rio de Janeiro. Em maio deste ano, Patrick foi a primeira criança a ter um coração artificial no Brasil. O quadro era diferente do apresentado por Thiago. O menino carioca tinha um coágulo que prejudicava o funcionamento do coração. Conforme Miana, Patrick também fez tratamento com auxílio do Oxigenador de Membrana Extra-corpórea, no entanto, não reagiu como deveria e precisou de um coração artificial enquanto aguardava na fila de transplante. Ele morreu após contrair uma infecção, 20 dias após ganhar um novo coração de uma doadora, de 35 anos.

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