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Motoristas da Uber paralisam atividades em Juiz de Fora

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Um grupo de motoristas do aplicativo da Uber em Juiz de Fora paralisou as atividades durante 24 horas, tendo se iniciado à meia-noite desta quarta-feira (8). De acordo com a Associação dos Motoristas de Aplicativos de Juiz de Fora (Amoaplic/JF), as reivindicações visam à reavaliação das tarifas, por conta dos aumentos no preço de combustível e no custo de manutenção dos veículos. Não estão programados atos públicos nas ruas da cidade.

Segundo o vice-presidente da Amoaplic/JF, Sóstenes Josué Ramos de Souza, desde que passou a atuar no município, em novembro de 2016, a Uber não promoveu ajustes nas tarifas repassadas aos motoristas. Conforme explicou, existe uma tarifa mínima no valor de R$ 4,50 para cada corrida, mais R$ 0, 8925 por quilômetro rodado, e R$ 0,0975 para cada minuto de atendimento. “Está difícil trabalhar com essa tarifa defasada há três anos”, afirma. “É preciso uma porcentagem de aumento porque os combustíveis não param de subir.”

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Conforme pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada entre os dias 28 de abril e 4 de maio, o preço médio do litro da gasolina em Juiz de Fora é de R$ 4,765, com uma variação de R$ 4,660 e R$ 4,899. Já o valor do etanol varia entre R$ 3,260 e R$ 3,479, mantendo uma média de R$ 3,356. Em fevereiro deste ano, a Tribuna publicou reportagem apontando que a gasolina vendida em Juiz de Fora é a sétima mais cara de Minas Gerais.

Associação de motoristas reclama que, desde que passou a atuar no município, em novembro de 2016, a Uber não promoveu ajustes na remuneração paga aos motoristas (Foto: Fernando Priamo)

Outros aplicativos

Para não afetar os usuários do serviço nesta quarta-feira (8), os motoristas estão utilizando outros aplicativos de transporte individual, reforçando que hoje a reivindicação é apenas contra Uber. Entretanto, conforme o vice-presidente da Amoaplic, as taxas de outros aplicativos também têm afetado os condutores parceiros.

Motorista há pouco mais de um ano pela Uber, Felipe Carvalho do Nascimento reforça que a paralisação “não é contra o usuário”, mas sim, “pelas altas taxas que pagamos pelo aplicativo, principalmente o aplicativo da Uber, que chega a descontar até 40% do valor de cada corrida”. Conforme Felipe, desde que começou, o tempo de trabalho aumentou até três horas por dia, a fim de suprir os custos. “Quando entrei na plataforma, era o tal dos 25% que eram descontados de cada corrida, mas hoje chega a quase 40%, além do aumento dos combustíveis.”

Em julho do ano passado, a Uber adotou um novo modelo de pagamento aos motoristas. Conforme informações da empresa, o método leva em conta o tempo e distância efetivamente realizados durante as viagens, ajustando-se de forma automática pelo sistema. “Para equilibrar as variações entre o preço definido ao usuário e o valor pago por este aos motoristas parceiros, a Uber vai acabar com a sua taxa fixa de 25% no UberX e demais categorias e de 20% no UberBLACK”, anunciou na ocasião.

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Com as alterações, a taxa de serviço paga pelos motoristas parceiros à Uber passou a ser variável, de acordo com cada viagem. Segundo a Uber, “independente desta variação maior ou menor, o ganho líquido do motorista parceiro não será alterado. Com a mudança, a Uber terá flexibilidade para compensar diferenças de estimativas aos usuários, garantir estabilidade e transparência nos valores recebidos pelos motoristas e responder com mais agilidade à realidade das cidades brasileiras.”

Organização

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A paralisação em Juiz de Fora foi organizada através de redes sociais e grupos em aplicativos de mensagens instantâneas. A expectativa é de que a maioria dos motoristas tenha aderido ao movimento. “Muitos pararam. Quem deve estar rodando, provavelmente, é aquele pessoal que não está nos grupos, até pela rotatividade que tem pelo aplicativo, de muitas vezes só usar alguns dias da semana, mas a grande maioria aderiu”, afirma Sóstenes, vice-presidente da Amoaplic.

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