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Geneticista destaca a importância da inclusão dos portadores de Síndrome de Down

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Geneticista participou da inauguração da sala que leva seu nome, na Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente (Foto: Olavo Prazeres/08-05-15)
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O Brasil é hoje referência mundial no tratamento e na pesquisa da Síndrome de Down, ficando em segundo lugar, ao lado da Austrália e atrás da Espanha. A informação é do pediatra e geneticista Zan Mustacchi, que veio a Juiz de Fora para realizar a palestra “Nutrição e desenvolvimento do cérebro humano” e receber uma homenagem no Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente, onde o Ambulatório de Fisioterapia recebeu uma sala com o seu nome.

Para Mustacchi, três fatores são importantes no desenvolvimento da pessoa com Down: a saúde, a educação e a nutrição. Hoje o Brasil tem um modelo de renome internacional, sendo referência porque investiu na pesquisa, na atenção social, e “os pais, assim o exigiram”, ressalta o especialista, lembrando que “é preciso apenas dar oportunidade para a pessoa com Down crescer”. O médico destaca a inclusão, mas acredita que há muito a se fazer no setor educacional, “onde ainda se erra e se aprende muito”.

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Por outro lado, lembra que o país dá o exemplo e cada vez mais mostra as possibilidades da pessoa com a síndrome, enquanto, em outros países, essa inclusão e aceitação não acontecem da mesma maneira. O médico fala isso ao se referir às gestações de mulheres com idades cada vez mais avançadas, fator que pode contribuir para a Síndrome de Down: “Temos mais pessoas com Síndrome de Down nascendo no país. Criança com Down não pode ter o direito de cidadania? Pode sim. Outros países interrompem suas gestações. Eles não dão oportunidade para este filho nascer. O Down pode ser um cidadão.” Hoje o Brasil possui cerca de 350 mil pessoas com Down, e a expectativa de vida está entre 60 e 70 anos.

Na saúde, o geneticista ressaltou os trabalhos de cirurgia cardíaca com Down, setor no qual o Brasil atingiu a melhor posição no mundo. Quanto ao setor nutricional, o especialista acredita que há um modelo ideal, “bom, barato e eficaz, que é factível com este grupo, levando em consideração especificidades neuronais.”

Zan Mustacchi se emocionou diante da placa com seu nome, no Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente, em Juiz de Fora. A sala do Ambulatório de Fisioterapia do espaço recebeu o nome do profissional, considerado uma inspiração para o programa, que presta 80 atendimentos semanais a crianças de zero a 3 anos de idade. No local, o médico também recebeu a placa de Moção de Aplauso, aprovada pela Câmara Municipal, e entregue pelo vereador Antônio Aguiar (PMDB), também voluntário do serviço de atenção aos pacientes com Down no Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente.

Para ajudar a melhorar a capacitação dos profissionais do Ambulatório de Fisioterapia do Departamento, Zan Mustacchi ofereceu duas bolsas de estudo no Curso de Pós-graduação do Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo (Cepec). “Quero que eles sejam multiplicadores”, ressaltou.

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