Jogar lixo no chão, despejar restos de óleo de cozinha na pia ou desperdiçar água ainda são atitudes presentes no cotidiano da maioria das pessoas. Além disso, quando o assunto é preservação ambiental, questões que envolvem os sistemas de disputa de poder e conflitos de interesses também vêm à tona. Por ser um tema complexo e amplo, mas que exige atenção, será debatido hoje e amanhã em Juiz de Fora, na V Oficina do Plano Estadual de Proteção à Biodiversidade, que compõe o projeto estratégico de conservação da Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga do estado. A iniciativa é do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e tem como objetivo final desenvolver estratégias para proteção das riquezas naturais de Minas Gerais. O evento será sediado no Victory Business Hotel, a partir das 8h.
Durante os dois dias, representantes de ONGs, universidades, sindicatos rurais, setor produtivo, instituições privadas, cooperativas, associações e comunidades tradicionais participarão de grupos que discutirão temas transversais, biodiversidade, agrobiodiversidade, conservação da biodiversidade e investigação científica e linhas de pesquisa. As propostas serão colocadas em um documento final, que será submetido à aprovação dos integrantes do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (Cerh), no segundo semestre deste ano. Todo momento de debate é um exercício de democracia . Teremos uma oportunidade de levantar assuntos que podem ser transformados em políticas sólidas, opinou o presidente da ONG Programa de Preservação Ambiental (Prea) Leonardo Alcântara.
Para a analista ambiental Renata Meirelles, apenas ações pontuais não resolvem o problema de degradação do meio ambiente. Preservar também passa pela educação ambiental, que precisa ser processual e contínua, principalmente entre as crianças e jovens. Ao todo serão realizadas dez oficinas em diferentes cidades, selecionadas de acordo com a bacia hidrográfica de cada região. A participação de toda a sociedade tem sido ampla e significativa. Temos certeza que iremos colher excelentes resultados, concluiu o analista ambiental do IEF Alberto Iasbik.
