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90 registros de assaltos em um mês

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Com 90 registros, o número de assaltos em Juiz de Fora subiu 31% em abril de 2013 em comparação a igual período do ano passado, quando foram realizadas 62 notificações. Já o número de crimes violentos subiu cerca de 19%, saltando de 95, em 2012, para 118 neste ano. Os números foram divulgados pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), conforme monitoramento que está sendo realizado mensalmente pelo órgão. O comparativo também aponta que os registros de homicídios consumados praticamente se mantiveram na cidade, caindo de oito para sete ocorrências.

A Seds divulga os dados mensais de 29 municípios mineiros com mais de cem mil habitantes e, de uma forma geral, Juiz de Fora segue a tendência das outras localidades, tendo em vista que 21 delas também apresentaram aumento nos registros de assaltos – denominado na pesquisa como crimes violentos contra o patrimônio – e no número de crimes violentos. Com relação ao número de assassinatos, em 12 cidades houve aumento, em 11, diminuição e, em seis, os índices se mantiveram.

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Já quando se compara abril com os três primeiros meses de 2013, foi observada queda nos índices dos três quesitos analisados, sendo que o último mês foi aquele que apresentou o menor número de roubos, crimes e homicídios, desde o início do ano (ver quadro). Especificamente no acumulado de homicídios verificados de janeiro a abril, a Seds contabilizou 40 ocorrências em Juiz de Fora. Contudo, em levantamento realizado pela Tribuna, 56 pessoas perderam a vida durante o mesmo período. A diferença acontece devido ao fato de a secretaria utilizar dados dos boletins de ocorrência como fonte, enquanto o jornal considera também óbitos ocorridos após a conclusão do registro policial.

Para o chefe do 4º Departamento da Polícia Civil de Juiz de Fora, Paulo Sérgio Virtuoso, devido ao alto número de assassinatos , a instituição tem focado em diversas operações de combate à violência. Os crimes contra o patrimônio estão em alta, mas observamos que são fruto das mesmas quadrilhas que investigamos. Com as crescentes prisões que temos efetuado, acreditamos que haverá queda neste quesito, bem como ocorreu com os homicídios. Conforme a assessoria de comunicação da 4ª Região da Polícia Militar, os números alcançados são reflexo do Plano de Ação para Preservação e Repressão Qualificada, pactuado entre as unidades que compõem o órgão no fim do ano passado. Dentre as principais propostas da ação, a PM destaca a identificação e monitoramento dos principais infratores da cidade, com prisão desses criminosos e apreensão de armas de fogo.

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