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Polícia Civil realiza apitaço para alertar contra crimes de assédio

apitaco by policia civil divulgacao
Ao longo do caminho foram distribuídos apitos e panfletos, orientando e alertando as mulheres sobre a violência doméstica (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia da Mulher, e em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, realizou, nesta sexta-feira (8), um apitaço para celebrar o Dia Internacional da Mulher e conscientizar a população sobre medidas a fim de barrar a violência de gênero. A manifestação percorreu o Calçadão da Rua Halfeld, parte da Avenida Getúlio Vargas e Praça da Estação, na região central de Juiz de Fora. Ao longo do caminho foram distribuídos apitos e panfletos, orientando e alertando as mulheres sobre a violência doméstica e chamando a atenção para a importância dos movimentos feministas.

“A ideia do apitaço surgiu junto com o Conselho, do qual também faço parte, para lembrar como esse dia é importante, apesar de não haver muito para se comemorar. Mais do que celebrar, é preciso lembrar os movimentos feministas, as lutas pela igualdade e para melhores condições de trabalho para as mulheres. Ainda temos o machismo muito arraigado no nosso país, e esse evento serve para mostrar a força, a esperança, a solidariedade e o poder da mulher em lutar contra a opressão”, afirma a delegada Ione Barbosa, uma das titulares da Delegacia de Mulheres de Juiz de Fora.
Ela ressaltou que, em meio ao apitaço, um homem saiu do meio da multidão e começou a gritar que era necessário ter uma lei para a proteção dos homens, que ele considerava como os verdadeiros provedores de uma sociedade. “Essa manifestação é prova, jogada na nossa cara, do machismo profundo dessa nossa sociedade patriarcal, que precisa ser desconstruída. Para isso, é preciso mudar as mentalidades. Sei que isso leva tempo e que pode ser conseguido por meio da educação”, ressaltou Ione.

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A delegada ainda lembrou que a atualidade é marcada por altos índices de assédio contra mulheres e que a agressão contra o sexo feminino atinge o índice de 30%, sendo que, deste total, 40% estão dentro do contexto da violência doméstica. “Apenas 10% das vítimas fazem a denúncia, o que mostra que a subnotificação é muito alta. Essa realidade é que precisamos por um fim.”

Ainda dentro das atividades previstas para este mês, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher organizou a apresentação do espetáculo teatral “Lugar de Mulher: uma sátira ao machismo”, no próximo dia 27, às 18h, no Teatro Solar; e um debate, no mesmo dia e local, com a participação das delegadas e ex-delegadas de mulheres.

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