Em surto de dengue, cidades da Zona da Mata e de outras regiões de Minas Gerais estão buscando alternativas para tentar frear a proliferação do Aedes aegypti, vetor da doença e de outras moléstias, como o zika vírus e a febre chikungunya. Para agilizar os processos de contratação de pessoal e compra de material, a cidade de Ubá decretou situação de emergência na última terça-feira. “Nós temos um número de agentes menor do que a situação exige. Não íamos ter condições de cumprir com as visitações. Com o decreto, podemos realizar as ações de emergência, como a contratação de 30 agentes”, explica o prefeito da cidade, Vadinho Baião (PT).
Um dia após Ubá, foi a vez da cidade de Cláudio decretar situação de emergência para a dengue devido ao alto número de notificações da doença. O município, que fica a 140km da capital, registrou, nas quatro últimas semanas, 202 casos, que ainda estão em análise em laboratório. A Prefeitura de Belo Horizonte já havia decretado emergência no dia 23 de dezembro, após encontrar muitos ovos do mosquito no município.
Em Lima Duarte, a lei foi publicada em dezembro. “Quando o agente encontra um foco, ele faz a notificação para o proprietário do imóvel. Após cinco dias, irá retornar ao local. Se nada tiver sido feito, a pessoa é multada. A nossa intenção não é multar. É conscientizar a população de que ela tem que fazer a sua parte”, explica a secretária de Saúde do município, Lilian Clemente de Moura. O mesmo fez a cidade de Palma.
