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Rifa solidária busca recursos para compra de cadeira de rodas para estudante de 12 anos

Rifa solidaria Freepik
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Conhecido como o “menino sorriso”, Nathan, 12 anos, vive uma rotina que exige muitos cuidados, mas é cercada de amor e esperança. Com paralisia cerebral grau cinco, ele é totalmente dependente da família para a realização das atividades diárias. Por conta disso, parentes e amigos se mobilizam em uma rifa solidária para arrecadar recursos para a compra de uma cadeira de rodas que pode trazer mais conforto e qualidade de vida ao garoto.

Nathan é fruto da única gravidez de Ana Paula Dias, que foi gemelar. Ele foi o primeiro a nascer. A gestação transcorreu de forma tranquila, sem grandes intercorrências. Só no sexto mês Ana teve alteração na pressão arterial. Segundo ela, mesmo os médicos não considerando o quadro preocupante, ela foi afastada do trabalho para resguardar a própria saúde e a dos filhos.

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Mesmo com todos os cuidados, os gêmeos chegaram antes da hora: o parto, previsto para maio, acabou acontecendo em março. Prematuros, os dois foram levados à incubadora para ganharem peso e seguirem lutando pelos primeiros dias de vida.

A notícia que mudou tudo 

Ana conta que, apesar de prematuros, os primeiros dias de vida dos gêmeos foram relativamente tranquilos. Tudo mudou no quinto dia, quando Nathan apresentou um quadro de hemorragia pulmonar e precisou ser levado às pressas para o CTI, onde ficou internado por 46 dias. “Foram os piores dias da minha vida. Um período de muito medo e incerteza, mas também de muita fé e oração”, relembra.

Ao lado do marido, Adriano, ela recorda que o filho enfrentou várias intercorrências durante esse período, passou por intubação e pelo uso de diversas medicações. Um mês depois, Nathan conseguiu deixar o CTI, mas permaneceu internado no berçário. Só então, com 2 meses e 13 dias de vida, teve alta para finalmente conhecer o próprio lar. “Levamos nosso milagre para casa”, resume Ana.

A chegada em casa, no entanto, veio acompanhada de uma nova rotina. “Ele já saiu do hospital com encaminhamento para várias consultas: cardiologista, pneumologista, fonoaudióloga, fisioterapia, entre outras. Sem contar as várias internações pelas quais ele passou até completar 1 ano.”

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Mesmo com a fé intacta e a esperança de que Nathan melhoraria, a família recebeu a notícia que ninguém queria ouvir. “Depois de passar por todos esses profissionais, tivemos a notícia de que o Nathan teve paralisia  cerebral de grau cinco. Abriu um buraco no nosso chão. Mas o que fazer? Ele estava ali, e eu e meu esposo fomos os pais escolhidos para cuidar, dar amor, carinho e atenção. E sempre lembrando que, no meio dessa história toda, tinha o irmão gêmeo, Hugo, que não teve comprometimentos no desenvolvimento. Foi aí que encontramos forças para lutar”, destaca.

‘O menino sorriso’ está crescendo

Aos 12 anos, Nathan não verbaliza, mas leva uma rotina cheia de estímulos e afeto: vai à escola, faz fisioterapia, assiste a desenhos e realiza atividades do dia a dia como qualquer criança. Ana conta que ele se expressa por meio de olhares e gestos, mas o que mais chama atenção é o sorriso, quase sempre presente no rosto do filho. “O Nathan é uma criança muito alegre, não é à toa que eu o chamo de ‘menino sorriso’. Ele é muito observador, adora uma baguncinha, ama assistir desenho, é bem genioso e é apaixonado pela escola, pelos professores e pelos coleguinhas de turma. Ele ama viver a vida”, diz a mãe, orgulhosa.

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A alegria de Nathan convive com desafios diários. Um dos principais, segundo Ana, é a locomoção dentro do próprio prédio. A família mora no terceiro andar, sem elevador, e precisa carregá-lo no colo para subir e descer as escadas. Com o crescimento do menino, a tarefa vem se tornando cada vez mais difícil. “Vai ficando mais pesado, mais complicado, mas Deus está sempre à frente, nos fortalecendo e ajudando”, afirma.

Apesar dos desafios diários, Ana faz questão de destacar um ponto positivo: Nathan não precisa fazer uso contínuo de medicamentos nem de dispositivos no corpo. Para a família, isso é motivo de agradecimento.

Busca por mais qualidade de vida

Em busca de mais conforto e melhores condições de vida para o filho, Ana explica que a ideia da rifa nasceu do carinho e da insistência de amigos. No começo, ela resistiu à proposta, mas acabou se emocionando com a mobilização. Hoje, diz estar surpresa e grata pela adesão de familiares, vizinhos e conhecidos à campanha. O objetivo é arrecadar recursos para comprar uma nova cadeira para Nathan, que ofereça mais segurança e comodidade para ele ter conforto na sala de aula. 

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A cadeira será usada exclusivamente na escola, durante o período em que Nathan permanece em sala. Mais adequada ao seu corpo, ela deve ajudar na postura, evitar dores ao longo das aulas e garantir que ele possa acompanhar as atividades com mais estabilidade. Para a família, é uma forma de assegurar que o “menino sorriso” aproveite melhor o tempo com os colegas e professore.

A meta é chegar a R$ 6 mil, e cada número da rifa custa R$ 10. A ação segue até o dia 31 de dezembro, às 10h, e o prêmio é um kit churrasco no valor de R$ 150 ou, se o ganhador preferir, o mesmo valor em dinheiro. As informações para quem quiser colaborar com a ação estão disponíveis no Instagram de Ana Paula (@anapauladias89).

*Estagiária sob supervisão da editora Gracielle Nocelli

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