
Cléverson Nogueira escolhe uma carta para si e outra para a namorada
Restando somente três dias para apadrinhar as 8.500 cartinhas do Papai Noel, os juiz-foranos lotam a residência do "Bom Velhinho" em busca de realizar os sonhos das crianças. Vale encaminhar os pedidos para o escritório, levar a família para escolher as cartas e, principalmente, "presentear" a pessoa amada com a oportunidade de espalhar a alegria. Visivelmente mais recheada de gente do que no início da campanha, os Correios ainda esperam o apadrinhamento de cerca de 10% cartas até a próxima sexta-feira (9).
O vendedor Cléverson Luiz Nogueira, 28 anos, aprova a iniciativa e, mesmo antes de escolher qual carta iria levar, já se dizia satisfeito em participar, principalmente pela felicidade de ajudar as crianças, que muitas as vezes não possuem condições de receber um presente no Natal. "É a segunda vez que participo. A primeira foi no ano passado. A criança pediu uma boneca. Acho bem legal", relembra, acrescentando que também iria entregar uma das cartas para sua namorada. Já a auxiliar de escritório Fernanda Nazareth de Oliveira, 29, estava selecionando as cartas pela primeira vez. Ela foi incumbida de levar seis para o escritório em que trabalha. "Já escolhi duas meninas e um menino. Eles pediram um carrinho de controle remoto, uma boneca falante e um patinete", conta.
Valdir Eduardo Ribeiro, 51, foi além e envolveu toda a família. Ele estava reunido ao redor das centenas de cartas com a mulher e o filho. "Já vimos um menino que pediu uma camisa do Barcelona e outro que deseja uma mochila do Ben 10", conta. No assento da frente, sua esposa Olga Helena Bello, 47, natural de Bauru, no interior de São Paulo, comentava que uma das crianças havia pedido uma cesta básica. "Essa campanha tinha que ser mais divulgada na mídia. De onde venho não existe isto. É uma parceria que deve ser difundida para todos os lugares." O filho Tiago Ribeiro, 23, também aprovou o projeto e disse estar muito feliz em poder ajudar.
Os interessados podem recolher os pedidos na casinha do bom velhinho, anexa a agência dos Correios da Rua Marechal Deodoro 470, Centro. Os presentes devem ser deixados em qualquer unidade dos Correios. Os apadrinhados são estudantes de colégios situados em áreas de vulnerabilidade socioeconômica da cidade.

