O ex-prefeito Tarcísio Delgado (sem partido) e seu filho, o deputado federal Júlio Delgado (PSB) votaram no final da manhã deste domingo (7), no Clube Bom Pastor, na Zona Sul da Cidade. Apesar de ambos votarem na seção 28 da 349ª zona eleitoral, pai e filho não chegaram juntos. Por volta das 10h30, o ex-prefeito chegou ao local. Depois de registrar seu voto, o ex-prefeito disse esperar por uma eleição equilibrada. "Em Juiz de Fora sempre tem segundo turno. As eleições aqui na cidade sempre são muito disputadas, mas confio na qualidade da minha candidata. Mudança é mesmo só com Margarida".
O ex-prefeito foi incisivo ao afirmar que torce por um eleição limpa e justa. "Torço para que os compradores de voto não apareçam dessa vez, como fizeram em eleições passadas". O pai do deputado Júlio Delgado ainda se disse surpreso com o alto índice de rejeição ao atual prefeito Custódio Mattos. "É uma surpresa essa possibilidade de o Custódio não ir sequer para o segundo turno, mesmo tendo a máquina na mão, o que demonstra um índice de rejeição bastante elevado". Tarcísio foi só elogios à campanha da candidata Margarida Salomão. " Foi a única candidatura que não se mostrou fria com o eleitor, o que é uma tendência atual. Margarida foi às ruas, e foi a única que fez comícios".
Cerca de meia hora depois, às 11h, foi a vez do deputado Júlio Delgado votar. Para ele, ter três candidatos com chances reais de vitória demonstra o crescimento político da cidade. Também disse estar surpreso com a mudança na intenções dos eleitores da cidade, divulgada na última pesquisa Ibope. Júlio afirmou que a disputa acirrada entre três candidatos é típica das cidades grandes, e demonstra o pluralismo político de Juiz de Fora. "São Paulo e Recife estão passando por uma eleição em que mais de duas candidaturas se destacam. Isso é bom, pois impede a polarização da disputa". O deputado também se mostrou surpreso com o fraco desempenho de Custódio nas pesquisas de intenção de voto. "Se o Custódio passar para o segundo turno, ele salva sua candidatura, mesmo que perca a eleição no final. Era difícil imaginar que o atual chefe do executivo tivesse tantas dificuldades para emplacar seu nome junto ao eleitorado".
O deputado federal e presidente do PSDB de Minas Gerais, Marcus Pestana votou no Colégio Jesuítas, no Centro. Pestana chegou às 11h10 e se dirigiu para a seção 47 da 152ª zona eleitoral, mas antes falou com a imprensa e destacou a falta de intensidade nas campanhas para a PJF. "É uma eleição totalmente diferente das demais. Primeiro foi uma campanha mais fria. Não houve grandes comícios e nem grandes mobilizações." Sobre os percentuais dos candidatos à Prefeitura, não quis tentar prever quem passará para o segundo turno. "A campanha chega no dia da eleição em uma situação em que as pesquisas indicam tríplice empate, em que tudo pode acontecer." Questionado sobre planos para o futuro, em tom descontraído, o deputado federal salienta que "ainda é muito cedo para tal conversa". "Vamos nos concentrar nas preparações para as eleições presidenciais e para o Governo de Minas."
Cerca de uma hora depois, o deputado estadual Lafayette Andrada esteve na Escola Normal. Ele votou na seção 198 da 155ª zona e registrou opinião diferente da de Pestana frente às campanhas eleitorais da cidade. "Tudo está dentro da normalidade. A gente percebe e as pesquisas têm mostrado uma queda da Margarida nesse final e o crescimento do Custódio. Estou muito confiante que ele possa ir para o segundo turno." Sobre o "engrossamento" dos discursos, Andrada aponta para a internet e para a militância dos candidatos como os meios mais utilizados. "Foi uma campanha disputada. Ela começou muito morna e, na reta final, como é o natural, houve uma intensificação. Uma campanha de alto nível."
O deputado federal e presidente do PSDB de Minas Gerais, Marcus Pestana destacou a falta de intensidade nas campanhas para a Prefeitura de Juiz de Fora, antes de registrar seu voto, às 11h10, no Colégio Jesuítas, no Centro. "É uma eleição totalmente diferente das demais. Primeiro foi uma campanha mais fria. Não houve grandes comícios e nem grandes mobilizações." Questionado sobre planos para o futuro, o deputado federal salienta que "ainda é muito cedo para tal conversa". "Vamos nos concentrar na preparações para as eleições presidenciais e para o Governo de Minas."
