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Pais e crianças pedem escolas abertas em manifestação no Centro

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Manifestação teve início no Parque Halfeld na manhã deste sábado (Foto: Sergio Bara)
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Manifestantes que pedem a reabertura das escolas em Juiz de Fora, com a consequente retomada das atividades presenciais nas redes pública e privada da cidade, voltaram a realizar um ato público nas principais ruas da cidade na manhã deste sábado (7). A pauta da mobilização organizada pelo movimento Escolas Abertas JF tem como mote central a volta das aulas em um modelo híbrido, que mescla os formatos presencial e remoto; e, também, facultativo, deixando para pais e responsáveis a decisão final sobre o retorno ou não das crianças e adolescentes às escolas.

As atividades escolares estão suspensas na cidade desde o início da pandemia. Assim, o protesto é direcionado à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), que ainda não definiu um calendário para o retorno e, recentemente, encaminhou um documento ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condicionando a retomada das atividades presenciais escolares à completa imunização dos professores.

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“O movimento está aqui hoje para lutar por dias melhores. Queremos o retorno das aulas de uma forma segura, como toda a ciência já recomenda”, afirmou Ruy de Ávila Caetano Leal, um dos líderes do movimento Escolas Abertas JF, que discursou no carro de som que acompanhou a manifestação.

Manifestantes expuseram cartazes na escadaria da Câmara Municipal (Foto: Leonardo Costa)

Inicialmente, a manifestação se concentrou em frente ao prédio da Câmara Municipal de Juiz de Fora, no Parque Halfeld. No local, algumas lideranças do movimento se revezaram nos microfones do carro de som. Em seguida, o grupo seguiu pela Rua Halfeld, em direção à sede da Secretaria Municipal de Educação, na Praça Antônio Carlos. No local, os presentes fizeram um “enterro” simbólico da educação da cidade, em crítica à condução da PJF acerca da possibilidade de retorno às escolas.

Presentes fizeram “enterro” simbólico da educação (Foto: Sergio Bara)
Crianças acompanhadas de pais também foram às ruas, e algumas até discursaram em carro de som, pedindo o retorno às aulas presenciais (foto: Leonardo Costa)

No trajeto, o trânsito da Avenida Rio Branco chegou a ser comprometido por um breve momento. A maior interrupção, no entanto, aconteceu na Avenida Getúlio Vargas. A via teve o fluxo de veículos integralmente retido, no trecho que vai da Rua Halfeld até a Rua Santa Rita, por aproximadamente dez minutos. Assim como tem ocorrido nas últimas mobilizações populares na cidade, a Polícia Militar esteve presente.

 

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Pais denunciam prejuízos no aprendizado dos filhos com modelo remoto

(Foto: Sergio Bara)

Os prejuízos no aprendizado para as crianças e adolescentes vem sendo apontado pelos pais que integram o grupo em diversas redes de ensino. Moradora do Bairro Linhares, a diarista Drielle Oliveira Valle, 35 anos, faz parte do movimento Escolas Abertas JF por não estar satisfeita com o modelo de ensino a que seu filho de 8 anos vem sendo submetido nas escola municipal. “Meu menino não aprendeu a ler e a escrever, tem crises de choro. Mandam uma apostila mensal sem nenhum tipo de orientação, bombardeiam ele com atividades semanais sem explicar a matéria. Eu não consigo acompanhar, não sou professora, não tenho capacidade para ajudar meu filho com isso. É uma sensação imensa de impotência”, desabafa. Ela ainda ressalta que para manter a família, ela e o marido precisam trabalhar e pagam com dificuldade uma pessoa para ficar com as crianças. “A minha pequena tem 3 anos e deveria estar na creche. O aprendizado deles é que está em jogo. Onde fica o direito dos meus filhos à educação?”, questiona.

Mãe de três, Célia De Santi, 40 anos, tem os dois filhos mais velhos no ensino fundamental de uma escola estadual do Centro de Juiz de Fora. Ela conta que o menino de 6 anos reluta em fazer os deveres e tem apresentado déficit de atenção e que o de 11 anos, que sempre foi bom aluno, começou a apresentar alguns problemas. “Recentemente, ele disse que não quer acompanhar mais as aulas on-line e vem me questionando com frequência sobre o retorno das aulas presenciais”, relata. Célia conta que o Estado apresentou uma plataforma com aulas transmitidas pela TV, além de videoaulas gravadas que podem ser acessadas pelo YouTube. “Foi uma boa iniciativa, os alunos têm acesso ao conteúdo com alguma explicação. Mas isso não substitui o contato com o professor que motiva essa criança a buscar conhecimento, não substitui o convívio com os colegas e com as dúvidas de outros colegas que também ajudam no aprendizado. Nossa cidade não pode ficar parada no tempo, isolada do mundo”, argumenta.

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“Juiz de Fora é uma das poucas cidades no mundo onde as crianças não tiveram aulas presenciais em nenhum momento da pandemia. Temos regras sanitárias estabelecidas, estudos científicos que apontam que é seguro voltar às aulas. O aprendizado está sendo prejudicado, bem como a saúde física e mental de nossas crianças. Vou continuar cobrando: há um ano e meio nossos filhos são reféns de um modelo de ensino que não funciona e que causa angústia, distúrbios emocionais e físicos sem precedentes aos alunos”, observa uma das líderes do movimento Escolas Abertas JF, Débora Giacomini Maiworm, mãe de duas crianças do ensino fundamental , matriculadas na rede particular.

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Ato cobra retorno das aulas presenciais em Juiz de Fora

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