
Hoje, a partir das 13h, o Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, no Bairro Aeroporto, deve receber cerca 30 mil pessoas. Diferente do que se pode imaginar, a multidão não irá assistir a uma partida de futebol, mas participar da celebração campal organizada pela Arquidiocese de Juiz de Fora. "Este ano, vamos celebrar a grande festa de Corpus Christi de maneira especial. Iremos comemorar os 50 anos de elevação da diocese de Juiz de Fora à condição de arquidiocese", disse o arcebispo metropolitano, dom Gil Antônio Moreira, ontem, durante entrevista coletiva. Católicos das 86 paróquias localizadas nos 37 municípios que pertencem à arquidiocese estarão presentes ao evento que, além de encerrar os festejos pelo jubileu, irá concentrar as comemorações do dia santo. Com isso, as procissões e a confecção de tapetes não irão ocorrer nas comunidades.
A nova província eclesiástica de Juiz de Fora foi criada no dia 14 de abril de 1962, fazendo com que o bispo dom Geraldo Maria de Morais Penido se tornasse o primeiro arcebispo da arquidiocese. Outros quatro o sucederam na regência da igreja, três deles estão vivos: dom Clóvis Frainer (1991-2001), dom Eurico dos Santos Veloso (2002-2009) e dom Gil Antônio Moreira (desde 2009). Dom Juvenal Roriz, já falecido, regeu a Igreja de Juiz de Fora entre 1958 e 1990.
"Queremos recordar as maravilhas que Deus nos proporcionou nesses 50 anos e agradecer as pessoas que vieram antes de nós", salientou dom Gil. Para explicar a importância da elevação, o arcebispo comparou a diocese a um município e a arquidiocese a um estado."O bispo seria o prefeito, e o arcebispo, o governador."
Para dom Gil, foram inúmeras as conquistas em meio século de atuação. "A arquidiocese cresceu muito, se compararmos ao que era em 1962. Há mais paróquias e escolas. Este aumento não é só numérico, mas também na qualidade, como as ações que realizamos no campo social." Questionado sobre os obstáculos a serem enfrentados pela igreja, o arcebispo garantiu que muitos deles são os mesmos combatidos pela sociedade. "A desigualdade social, por exemplo, é um desafio tanto para a sociedade como para a alma cristã." Ele destacou ainda a questão da formação eclesiástica que "cresceu bastante, mas precisa ser aprofundada". E, para isso, a igreja tem um público-alvo. "A juventude é a nossa prioridade", resumiu Dom Gil.
Celebração
A cerimônia campal será aberta com a entrada da réplica da Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que peregrina pela arquidiocese desde o ano passado. Em seguida, será celebrada uma missa, presidida pelo arcebispo metropolitano e concelebrada por todos os padres da arquidiocese, que somam mais de 120. Uma procissão com o Santíssimo Sacramento, dentro do próprio estádio, encerra o evento.
Visando a facilitar o acesso do público ao local, a Settra fará hoje uma série alterações provisórias no trânsito do Bairro Aeroporto. Os primeiros ônibus extras da linha 517 disponibilizados para o evento sairão da Avenida Presidente Itamar Franco (em frente ao Colégio Stella Matutina), às 11h. Outras informações sobre as mudanças de tráfego no entorno do Estádio Municipal podem ser obtidas no site ww.pjf.mg.gov.br.

