Os bairros Bom Pastor, na região Sul, Benfica, na Zona Norte, e o Centro de Juiz de Fora foram alvos de uma ação contra furtos e roubos desencadeada pela Polícia Civil entre a noite de quinta e a madrugada desta sexta-feira (7). Os policiais abordaram 18 suspeitos de praticarem crimes contra o patrimônio nas localidades consideradas mais preocupantes em relação à incidência desses delitos, as chamadas “zonas quentes de criminalidade”. Ninguém foi preso em flagrante, mas facas e outros objetos perfurocortantes, além de uma máscara que pode ter sido utilizada em assaltos, foram apreendidos.
Segundo o titular da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos, Rogério Woyame, os trabalhos deverão auxiliar na investigação de, pelo menos, 27 inquéritos. “Através do mapa criado pelos investigadores, foi possível ver claramente a influência dos pontos de aglomeração de usuários de drogas na ocorrência destes delitos”, detalhou o delegado, por meio da assessoria. O levantamento apontou que os bairros Bom Pastor, Benfica e Centro aglomeram a maior parte dos crimes patrimoniais na cidade, enquanto as apurações sobre o perfil dos criminosos indicam que a maioria dos furtos e roubos é cometida por usuários que perambulam por esses locais, sobretudo no período noturno, quando o fluxo de pessoas é menor.
“Esse tipo de crime, praticado por pessoas sem residência fixa, torna-se de difícil apuração, pois em muitos casos a polícia tem grande dificuldade de localizar o suspeito. Por isso consideramos que a ação foi bastante produtiva”, destacou a delegada Camilla Miller, titular da 7ª Delegacia, responsável pela região central da cidade.
Apesar de não terem ocorrido detenções, a qualificação de 18 suspeitos poderá resultar em mandados de prisão, que deverão ser solicitados à Justiça com base nos inquéritos que estão em andamento. A Polícia Civil acredita que, além da repressão, a manobra deflagrada poderá auxiliar na sensação de segurança, tendo, portanto, também efeito preventivo.
“Além da sensação de segurança passada à população, por ver a polícia realizando incursões durante a noite e madrugada, horários em que estão ocorrendo a maior parte dos crimes, há também um efeito preventivo nestas operações. O fato de um indivíduo, que está inserido no meio criminoso, ser abordado e qualificado pelos policiais, já diminui sua ousadia em praticar os crimes. Desta maneira, esperamos reflexos muito positivos nos índices de delitos patrimoniais nestas regiões”, avaliou o delegado Rogério Woyame.

