A Polícia Civil concluiu, nesta terça-feira (7), as investigações sobre uma denúncia de ameaça e agressão que um aluno de 16 anos teria sofrido pelo seu professor, em 14 de março, no Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste). O fato foi registrado na Polícia Militar no dia 20 do mesmo mês. Na época, o estudante disse que o professor o pegou pelo pescoço, forçando seu corpo contra uma máquina. Entretanto, a vítima, que chegou a prestar depoimento, desistiu de representar contra o suspeito.
Na época, o aluno disse que após ter se machucado, se encontrou com o professor no banheiro e informado que havia se ferido. Neste momento, segundo relato dele à polícia, o suspeito deu um tapa em seu braço esquerdo. Sem reação, o estudante afirmou ter ido até a uma área de convivência da instituição, onde de novo se encontrou com o professor. Desta vez, o homem teria rodado uma corrente na mão, olhando para vítima e dizendo “se tiver denúncia já sabe, né?”.
Segundo o delegado Rafael Gomes, titular da 3ª Delegacia, que investiga crimes na região Norte, a vítima desistiu de representar contra o docente, apesar de ter denunciado o fato com riqueza de detalhes. “A vítima disse que o professor teria confessado o crime em uma reunião entre eles e a diretoria. Como é um crime que depende de representação da vítima, o inquérito não pôde ter andamento. Porém, comunicamos a instituição de ensino, que afirmou que tomaria medidas administrativas. Caso o adolescente mude de ideia, ele tem seis meses após o fato para fazer a representação”, comentou.
À Tribuna, o IF Sudeste informou, por meio de sua assessoria, que de fato houve uma reunião entre os envolvidos, no entanto, não confirmou que o docente teria confessado as agressões. Segundo a instituição, para que alguma medida seja tomada, é necessário que o aluno formalize denúncia junto ao IF Sudeste ou, então, que o professor seja notificado pela polícia – fato que não ocorreu, devido à desistência, por parte da vítima, de dar continuidade ao caso.
Apesar disso, o instituto afirma estar disposto a tomar as medidas necessárias caso o estudante mude de ideia e decida por formalizar a denúncia. Apesar do ocorrido, o professor continua ministrando aulas para o aluno na mesma instituição.

