Profissionalizar o bem. Essa é uma das metas da Semana de Gestão Social, que está sendo realizada desde ontem e segue até amanhã no Colégio Stella Matutina, entre 18h30 e 21h. O foco do evento está nas instituições do terceiro setor, ou seja, aquelas que desenvolvem trabalhos sem fins lucrativos e não governamentais, com o objetivo de realizar serviços de caráter público. De acordo com o Catálogo Social da Prefeitura de Juiz de Fora, na cidade são cerca de 119 instituições investindo em iniciativas socialmente responsáveis, entretanto, na visão de alguns consultores da área ainda há muito para desenvolver. Elas precisam assimilar práticas consolidadas na iniciativa privada e moldar procedimentos próprios. As ferramentas administrativas devem ser capazes de otimizar o trabalho e a busca constante de resultados e assim promover um impacto positivo na vida das pessoas, explica o administrador de empresas e consultor sobre terceiro setor Jorge Miguel.
Para quem assume a missão de coordenar um projeto na área, existem inúmeros desafios. Um deles é o de administrar os recursos humanos, muitas vezes atividade assumida por voluntários. O mais difícil é ter as pessoas no momento em que precisamos. Sempre existe alguém , mas acontece de não ser na hora da demanda necessária, conta o presidente da Associação Metodista de Ação Social (Amas), Hélio Lamim Furtado. Entre os temas abordados no evento estão a captação de recursos, balanço social, contabilidade e formas transparentes de comunicar resultados de relatórios de sustentabilidade.
Café Social
As atividades devem ser encerradas com o lançamento do Café Social. A partir dessa iniciativa, encontros mensais serão realizados entre dez instituições sem fins lucrativos, sempre debatendo os desafios, as práticas e as soluções para o terceiro setor de Juiz de Fora e região. Estamos vivendo um grande momento no Brasil, no qual o terceiro setor se consolida e amplia as oportunidades de parcerias com empresas e o Estado. Ao mesmo tempo, algumas organizações não conseguem acompanhar esse avanço, o que provoca uma gestão pouco eficiente, com baixo grau de transparência e dificuldade de impactar a realidade em que está inserida, avalia Jorge
Conhecimento não ocupa espaço. Na ação social é preciso estar sempre em busca de capacitação, pois são inúmeras normas e regularizações que envolvem a área, extremamente carente de profissionais que entendam do assunto. Um exemplo é o setor contábil. É difícil achar quem realmente entenda de adequações, formatação de projetos e, se não fazemos o trabalho direito, também podemos ser pegos de surpresa, opina Hélio.
