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Corpo de Bombeiros registra aumento de cerca 50% no número de trotes

bombeiros priamo
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O Corpo de Bombeiros de Juiz de Fora divulgou, nesta terça-feira (7), que a corporação registrou aumento de cerca 50% nos trotes recebidos pelo seu número de emergência 193. O crescimento das ligações falsas tem ligação com o fato de a população permanecer mais em casa, na últimas semanas.
De acordo com a assessora do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), tenente Vanessa Filippo, no total de ligações recebidas houve acréscimo de 17%, ou seja, uma média de 350 ligações diárias a mais, resultando no aumento de, aproximadamente, 50% dos trotes. Segundo a militar, se em fevereiro a corporação recebeu 435 trotes, em março houve uma elevação de 247 registros, subindo para 682 ligações falsas.

“Acreditamos que isso se deve ao fato de as pessoas estarem mais em casa, inclusive as crianças. Estatisticamente, os trotes ocorrem mais com as crianças, que tendem a ligar para os telefones de emergência sem que não tenham a necessidade do apoio dos bombeiros”.

A assessora alerta que o Corpo de Bombeiros está presente para servir a população nas ocorrências de atendimento pré-hospitalar, salvamento, socorro e de segurança contra incêndio e pânico. “Por isso, é bom salientar a importância da vigilância dos responsáveis para orientar as crianças e conscientizá-las da seriedade do serviço de emergência 193, para que as linhas não sejam sobrecarregadas e para que as viaturas não saiam para atendimento de ocorrências que de fato não estejam acontecendo”, orienta.

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O artigo 266 do Código Penal Brasileiro prevê pena de um a três anos, além de multa, para os casos de perturbação do serviço telefônico de emergência. “Com o trote, o número 193 tem seu atendimento comprometido, além do deslocamento da equipe no mesmo momento em que alguém pode estar realmente precisando de socorro”, adverte Vanessa.

Prejuízos

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, uma pesquisa de 2018 mostrava que o deslocamento de uma viatura auto-bomba, com quatro militares, para atendimento a uma solicitação falsa de incêndio, por exemplo, poderia custar cerca de R$ 500 a hora, considerando todos os recursos empregados como homens e equipamentos.

Um trote em que haja saída de uma unidade de resgate, com três militares, custava cerca de R$ 200 a hora. Já o emprego inadequado de um helicóptero, com três militares, poderia chegar a R$ 6 mil a hora.

No entanto, a Corporação enfatiza que existe um prejuízo que não pode ser mensurado. O deslocamento de uma viatura para uma falsa ocorrência pode resultar na morte de alguém que esteja precisando, de fato, de socorro. Por essa razão, é importante instruir e monitorar as crianças para evitar este tipo de brincadeira.

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Prevenção

O Corpo de Bombeiros, por acreditar que a educação pode melhorar estes números, busca disseminar a cultura de prevenção e conscientização de alunos e educadores nas escolas públicas e particulares do estado.

O personagem Foguinho, mascote da Corporação, funciona como grande atração para os estudantes, reforçando a sensibilização dos pequenos para a gravidade da brincadeira, que pode gerar problemas a toda a comunidade. De acordo com os Bombeiros, o mascote orienta os alunos quanto ao trote telefônico, prevenção de acidentes na infância, além de mostrar um pouco da seriedade e da importância de salvar vidas.

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