Um jovem de 22 anos sofreu traumatismo cranioencefálico grave depois de ter sido espancado supostamente por uma gangue, na tarde de terça-feira, na Avenida Rio Branco, na altura do Bairro Manoel Honório. Uma testemunha relatou que a vítima transitava pela avenida, por volta das 15h30, quando teria sido abordada por quatro indivíduos, que a teriam agredido com socos e chutes até ela perder a consciência. O comandante da 70ª Companhia da PM, capitão Marcelo Monteiro de Castro, passava pelo local quando encontrou o rapaz caído no chão, inconsciente. O militar acionou o Resgate, que encaminhou o jovem, morador do Manoel Honório, até o Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde foi constatada a lesão na cabeça. Ele permaneceu internado na sala de urgência da unidade. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde, além do traumatismo cranioencefálico, o rapaz sofreu fratura nos ossos da face
Nenhuma característica dos suspeitos foi repassada aos policiais, não sendo possível a localização do bando. Em poder do jovem ferido foram encontrados R$ 46,15, celular e um envelope com duas folhas. O material foi apreendido pela PM. A ocorrência, registrada como lesão corporal, foi encaminhada para investigação na 5ª Delegacia Distrital.
De acordo com familiares da vítima, que preferiram não se identificar, desde segunda-feira, o rapaz não ia ao colégio, onde cursa o ensino médio, devido a ameaças que estaria recebendo de jovens do Bairro Santa Rita. Ainda conforme parentes, são comuns os enfrentamentos de grupos do Santa Rita contra os do Nossa Senhora Aparecida e Manoel Honório. Já saiu muita morte. Quase sempre sai tiro. A situação chegou ao limite, e os moradores não aguentam mais, conta uma parente. Ainda segundo ela, o rapaz espancado essa semana já teria sido agredido na rua há cerca de um ano, supostamente também por integrantes de grupos de bairros rivais.
O comandante da 70ª Cia da PM informou ontem que não foi possível colher da vítima informações sobre os suspeitos, uma vez que ela estava sem condições de falar após a agressão. Trabalhamos com algumas informações de testemunhas que viram ele ser agredido. Elaboramos um BO (boletim de ocorrência) detalhado e encaminhamos para a Polícia Civil, disse o capitão Marcelo Monteiro de Castro. Ainda segundo ele, os enfrentamentos de grupos rivais na Zona Leste não chega a ser preocupante, pois a PM tem implantado ações direcionadas para combater essa prática.
