A equipe da Delegacia Especializada de Homicídios realizou, na manhã desta quinta-feira (7), a reconstituição do crime que resultou na morte da adolescente Monalisa Fraga Gualberto, 17 anos, após uma briga por espaço em um varal. O homicídio a facada aconteceu no dia 17 de setembro, na Rua Luiz Fávero, no Bairro Bom Jardim, Zona Leste, e chocou a população pela banalidade da discussão, que levou ao assassinato da vítima. Segundo o delegado Rodrigo Rolli, a jovem, 16, que teria desferido a facada fatal no coração, não compareceu porque está acautelada em um Centro Socioeducativo em Belo Horizonte. Já o namorado dela, 21, que teria segurado a vítima, enquanto ela era esfaqueada, participou dos trabalhos e voltou a negar que tivesse imobilizado Monalisa, afirmando que apenas separou a briga, levando a namorada para dentro de casa. Ele segue preso no Ceresp, à disposição da Justiça.
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A reconstituição foi feita a pedido do Ministério Público. O jovem foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima, e a adolescente por ato infracional semelhante ao mesmo crime. “Além do namorado, tivemos a presença de duas testemunhas oculares: uma vizinha, que estava ao lado, e um homem, que mora em cima. O objetivo é trazer a visão de cada um deles para a perícia constatar isso por meio de fotos. A primeira testemunha confirma, de forma categórica, que, durante a discussão, o homem agarrou a vítima por trás, enquanto ela levou a facada. É essa também nossa visão no inquérito. A outra alega que a vítima foi agarrada pela frente. Pela forma da lesão, isso não seria possível, mas depende do que a perícia vai trazer dentro do laudo, com a análise técnica”, explicou Rolli. O delegado acredita que até segunda-feira o laudo será encaminhado ao Poder Judiciário.
Em depoimento no decorrer do inquérito, a adolescente suspeita alegou ter desferido a facada em legítima defesa. Ela disse que houve uma discussão, seguida de agressão mútua, que já estava segurando a faca e que não se recorda de ter acertado a vítima. Monalisa estava grávida de dois meses e foi morta na frente do filho de 2 anos.
