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Repórter recebe seu 3º Esso na carreira

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A repórter especial da Tribuna, Daniela Arbex, foi laureada, terça-feira, com a maior distinção da imprensa no Brasil: o Prêmio Esso, na categoria regional Centro-Oeste, pela série de matérias "Holocausto Brasileiro", publicadas na Tribuna, em novembro do ano passado. Ao vencer pela terceira vez, ela entra para uma seleta galeria de jornalistas do país com mais Essos no currículo. A entrega do prêmio foi feita por Ruy Portilho, coordenador da premiação, em noite de festa realizada no Hotel Marriot, em Copacabana.

Em um dos trechos do seu discurso, Daniela falou sobre a série e agradeceu a honra de ter sido contemplada. "Estou muito emocionada não só esta noite, mas desde que saiu a lista dos finalistas ao Prêmio Esso. Na verdade, minha emoção remete a 2011, quando começamos a contar a história da morte de 60 mil pessoas dentro do maior hospício do país. Assim como nos campos de concentração nazistas, os pacientes eram enviados para o hospital em vagões de carga. Guimarães Rosa criou a expressão trem de doido para referir-se ao caminho para morte na Colônia", disse.

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Daniela também ressaltou o apoio do jornal e da família e fez questão de homenagear o fotógrafo Luiz Alfredo, responsável pelas fotos feitas, em 1961, no interior da unidade, as quais inspiraram a série. "Em 2011, quando iniciei a apuração desta reportagem, meu filho tinha 5 meses, e eu ainda amamentava. Foi meu marido quem me deu coragem para viajar em busca das vítimas desse genocídio."

Além da repórter da Tribuna, outros 14 jornalistas do país foram premiados e escolhidos entre mais de 1.300 trabalhos analisados pela comissão julgadora, número considerado recorde pela organização. A mesma reportagem foi escolhida, na Colômbia, em outubro deste ano, como a melhor investigação jornalística da América Latina. Ganhou, ainda, menção honrosa no prêmio Ipys, da Transparência Internacional.

Com 17 anos de carreira na Tribuna, Daniela acumula prêmios nacionais e internacionais. "Os prêmios, claro, são um estímulo, mas não teriam significado se as matérias não conseguissem provocar reflexão. O jornalismo tem bandeiras, sim, e a minha será sempre a defesa da vida."

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