Atualizada às 20h19
A Delegacia Especializada de Homicídios mantém a investigação para identificar a autoria e a motivação do homicídio do taxista Marcelo Luna Alvarenga, 33 anos, morto com um tiro na nuca dentro de um táxi Fiat Siena, na noite de segunda-feira (4), no Bairro Santa Rita, Zona Leste. De acordo com o delegado à frente do caso, Rogério Woyame, a equipe permanece nas ruas, tentando obter informações que possam ajudar a elucidar o crime. Os investigadores também estão levantando dados sobre suspeitos de cometerem assaltos contra taxistas, já que a hipótese de latrocínio – roubo ou tentativa seguido de morte, não foi descartada, apesar de nenhum dinheiro ou objeto da vítima ter sido levado.
"Continuamos investigando, tentando confirmar informações para sabermos se foi execução ou um assalto que deu errado", disse o delegado. Segundo ele, ainda não há suspeitos, e familiares deverão ser ouvidos nos próximos dias. "Queremos saber se a vítima teve alguma desavença anterior."
A Polícia Militar também continua empenhada no caso. No final da tarde de terça-feira, policiais militares realizaram varredura na casa de um jovem, 16, no Bairro Santa Rita. Com mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, eles entraram na residência, acompanhados de um irmão do adolescente, que não foi encontrado na casa. No imóvel foram apreendidos uma munição calibre 38, duas facas com 30cm e 40cm de lâmina, além de um pássaro da fauna silvestre mantido em cativeiro sem autorização. O mandado foi solicitado após denúncias anônimas sobre a suposta participação do morador no assassinato. A informação, no entanto, não foi confirmada.
Reunião
O assassinato de Marcelo Alvarenga provocou a revolta e a mobilização dos taxistas, que tomaram as ruas nas primeiras 24 horas seguidas ao crime. Logo após a descoberta do homicídio, motoristas de táxi saíram em carreata pelas vias centrais, pedindo mais segurança para os profissionais e justiça pela morte do companheiro de trabalho. O protesto terminou em frente ao prédio do prefeito Bruno Siqueira (PMDB), que desceu para conversar com os manifestantes no Bom Pastor, Zona Sul. Já no final da tarde e início da noite de terça-feira, a Avenida Rio Branco foi novamente colorida de amarelo por centenas de táxis em nova manifestação, realizada após o enterro da vítima no Parque da Saudade. Com buzinaço, fitas pretas, cartazes e frases de protesto escritas nos vidros dos veículos, condutores voltaram a cobrar mais segurança.
Na manhã de terça, o prefeito, junto com autoridades ligadas ao trânsito e à segurança pública, recebeu representantes dos taxistas em seu gabinete para discutir os problemas enfrentados pelos profissionais. No encontro, ele afirmou que a Prefeitura continuará trabalhando para o aprimoramento e melhoria dos serviços na cidade. Nesta quinta, às 14h, na Settra, os taxistas terão mais uma reunião, desta vez, com representantes da Settra, Guarda Municipal e PM.
