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Uso de skate em via pública divide opiniões

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Skatista se arrisca entre os carros
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Skatista se arrisca entre os carros

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A prática de circular de skate pelas ruas de Juiz de Fora ganha cada vez mais adeptos. Dezenas de jovens utilizam o skate como meio de transporte, enquanto muitos outros têm se reunido diariamente com o intuito de fazer manobras, principalmente nos finais de tarde. A escolha dos locais, porém, nem sempre é adequada e acaba colocando estes garotos em risco no trânsito. Muitos optam por vias de intenso movimento de carros, ônibus e caminhões. Na tarde de ontem, por exemplo, um grupo de adolescentes foi flagrado pela Tribuna entre a Rua Renato Dias e a Avenida Doutor José Procópio Teixeira, ambas no Bom Pastor. Na sequência, os garotos seguiram para a Avenida Rio Branco e se concentraram na rotatória de acesso ao Alto dos Passos.

Para o engenheiro especialista em transporte e meio ambiente Cézar Barra, os skatistas não podem dividir espaço com automóveis. "Eles deveriam estar em áreas seguras. Considero esta prática pior ainda que a das bicicletas. Não há qualquer segurança para quem utiliza os skates na cidade", ressaltou. Em função de o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não considerar o skate como meio de transporte, a ausência de uma legislação isenta os órgãos públicos de fiscalizarem e aplicarem penalidades aos praticantes. Na visão do chefe do Departamento de Fiscalização da Settra, Jorge Lima, os agentes procuram trabalhar com medidas de convencimento, alertando os praticantes dos perigos. "Embora não existam ações diretas, quando temos que abordar, orientamos para que eles procurem outros locais mais seguros."

Praticante do esporte há 11 anos, o estudante de arquitetura e urbanismo da UFJF Renato Miller, 22 anos, defende a utilização do skate nas ruas. "Irresponsável é aquele que bebe e pega a direção de um automóvel. É preciso mudar esta ideia, pois não existe lei que proíba o tráfego de skate em vias urbanas. Cabe ao Poder Público construir pistas e ciclovias para se praticar o esporte. O skate, assim como a bicicleta, deve ser considerado como um meio de transporte sim, sobretudo por não poluírem e nem causarem retenções no trânsito. Não é a gente que tem que se adequar ao CTB, mas ele precisa se adequar à realidade."

Brunner Lopes, um dos diretores da Associação Juiz-forana de Skate (AJS), reconhece os riscos, porém, procura alertar aos mais de quatro mil skatistas de Juiz de Fora quanto aos perigos. "É um esporte que cresce a cada dia, por isso, tentamos conscientizar, mas não temos o controle, uma vez que a responsabilidade deve partir de cada um. O cuidado, a atenção e o respeito têm que existir em todos os envolvidos no trânsito."

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