Será realizada, na próxima segunda-feira (9), a primeira reunião da equipe constituída pelo Fórum Municipal de População de Rua de Juiz de Fora, para aprovar o formato de decreto e o processo de escolha dos membros da sociedade civil para a constituição do Comitê Intersetorial. A criação do comitê é o primeiro passo para a adesão do município à política nacional de atendimento à população de rua. A perspectiva é que, até 2014, Juiz de Fora tenha um Plano Municipal de População de Rua, e que estes indivíduos sejam identificados com emissão de documentos e disponham de oportunidades e condições para que possam abandonar às ruas e construir sua cidadania.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker, o comitê será responsável por planos de ação para restabelecer os vínculos sociais das pessoas que vivem em situação de rua. A partir da adesão, também será possível realizar a contagem deste público. A secretaria irá desenvolver pesquisa, em parceria com a UFJF, para entender a rotina dos moradores de rua e dar um diagnóstico preciso. A previsão e de que, na primeira semana de novembro, ocorram a posse do comitê e a assinatura do termo de adesão.
Segundo o subsecretário de Gestão do Sistema Único de Assistência Social, Rogério Rodrigues, a realidade do perfil do morador de rua é dinâmica. O consumo de bebida alcoólica sempre esteve presente nessa realidade e, hoje, o uso do crack tem crescido entre eles. Porém, nem todas as pessoas em situação de rua são moradores de rua. O estudo precisa conhecer e descobrir quem são essas pessoas e o porquê de elas estarem ali.
Para o coordenador do Comitê Intersetorial de Acompanhamento da Política Nacional para a População em Situação de Rua, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Carlos Alberto Ricardo Júnior, a adesão promoverá o diálogo entre vários setores. Juiz de Fora terá discussão direta com o Governo federal, o que facilitará na obtenção de recursos.
Projetos
O secretário de Desenvolvimento Social, Flávio Cheker, anunciou, em seminário ocorrido esta semana para apresentação da política nacional de atendimento à população de rua, a abertura de 450 vagas em cursos profissionalizantes voltados para moradores de rua. Serão 22 cursos para formação de profissionais em áreas como manicure, porteiro e frentista. A exigência de escolaridade será mínima ou nenhuma. Assim, os moradores de rua poderão participar e ter uma profissão, conta Cheker.
A cidade já aderiu ao programa Crack, é possível vencer, do Governo federal, que prevê a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps-AD), além da criação do projeto Consultório na rua.
