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Alunos temem pelo prolongamento de cursos

comite em defesa da educacao traca estrategias do movimento marcelo ribeiro05 08 15

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Comitê em Defesa da Educação, formado por alunos, Sintufejuf e Apes, traça estratégias do movimento (Marcelo Ribeiro/05-08-15)
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Com a adesão de professores da UFJF à greve nacional mobilizada pela Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (Andes), alguns alunos demonstraram insatisfação com a possibilidade de prolongamento, por tempo indeterminado, dos cursos de graduação da Universidade e também do IF Sudeste. Deflagrada em assembleia convocada pela Apes, na última terça-feira, a greve terá início na segunda-feira (10), para pressionar o Governo em relação à recomposição salarial dos servidores e, principalmente, contra os cortes orçamentários.

Aluno de ciências econômicas, Diogo Ambrosio, 29 anos, questiona a imprevisibilidade em relação ao tempo de paralisação. “Fica impossível dizer com alguma segurança quando eu vou me formar. Isso me impede de fazer planos, como concursos, oportunidades de trainee, nada do tipo”, diz. Natural de Guarará, o estudante de história, Lindemberg Theodoro Júnior, 25, afirma ter deixado o emprego há um ano, para se dedicar exclusivamente à graduação. Ele critica a pauta de reajuste diante do atual cenário econômico. “Temos problemas sérios na estrutura financeira e operacional na nossa universidade, grandes obras, rombos orçamentários, acho que os profissionais da UFJF deveriam lutar por esclarecimentos dessa dificuldade de a UFJF manter o semestre letivo e não salários”, afirma.

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Outro lado

Estudantes que representam diretórios, centros acadêmicos e movimento Ocupa UFJF se uniram em apoio à mobilização dos técnicos-administrativos e professores. Em reunião do Comitê em Defesa da Educação ontem, no Sintufejuf, foram definidas atividades em conjunto entre os três segmentos. Os técnicos-administrativos referendaram a posição do comando local por não liberar as matrículas de calouros na UFJF, principal justificativa para a suspensão do calendário acadêmico da Universidade. Na sexta-feira, às 14h, será realizado novo encontro para definir os passos do movimento unificado.

Também ontem, uma assembleia foi realizada no auditório do campus Juiz de Fora do IF Sudeste. Na pauta, os professores discutiram a possibilidade de suspensão do calendário acadêmico, no entanto, entenderam que a decisão compete ao Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CETE). Uma reunião ordinária do órgão deverá ser convocada para o início da semana que vem. Em nota, a administração superior da UFJF manifestou respeito ao movimento docente e informou que o reitor Júlio Chebli coloca-se à disposição das lideranças dos professores para atuar como interlocutor junto ao Governo federal.

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