Aprender para mediar conflitos. Essa é a proposta debatida no Fórum de Promoção da Paz Escolar (Forpaz), evento realizado ontem e que continua hoje, no Instituto Metodista Granbery. Com o aumento dos casos de violência nas unidades de ensino em geral, a discussão do tema é mais do que necessária, segundo explica a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica de Minas, Raquel Elizabete de Souza Santos. Todo conflito que não é escutado se transforma em uma situação de risco. A coordenadora do Forpaz, a defensora pública Roberta de Mesquita Ribeiro, reforça a necessidade de abertura de um caminho entre a escola e a sociedade. Temos que aprender a lidar com a diferença no espaço escolar senão não daremos conta do problema. A capacitação reúne cerca de cem professores, diretores, técnicos de superintendência e secretários municipais.
Este é o primeiro evento regional, que deve passar por outras áreas de Minas. No cenário local, a diretora da Superintendência Regional de Ensino (SRE), Belkis Furtado, ilustra essa necessidade de diálogo com a situação ocorrida em uma escola da Zona Leste. Em abril, o banheiro da quadra poliesportiva – espaço vizinho à escola – estaria sendo utilizado para o consumo de drogas e atos sexuais à noite. É um caso que mostra que as questões são geradas da comunidade do entorno para a escola. De acordo com Belkis, a capacitação também educa para esse tipo de situação, em que o problema não se origina na unidade.
O Forpaz é uma parceria entre Secretaria de Estado de Educação, Defensoria Pública Estadual e Assembleia Legislativa.
