O entendimento dos integrantes da ala favorável à dobradinha com os petistas é de que as questões a serem debatidas pelo partido sempre foram colocadas em pauta momentos antes das convenções. Eles também não reconhecem a legalidade do prazo usado pelo comando do diretório local como para inscrições de candidaturas. "(O prazo de) oito dias antes da convenção é para eleição interna do diretório e da executiva e não para eleição de prefeito", explica Luiz Carlos. Ainda assim, ele considera viável manter o encontro do próximo domingo caso a proposta de o partido indicar um vice na chapa do PT também for objeto de votação dos convencionais. "Se pudermos apresentar nossa proposta, tudo bem. Mas, da forma como está, o diretório vai avaliar apenas a proposta deles (defensores de candidatura própria)." Caso não seja encontrada nenhuma saída interna para esse impasse, a ala tarcisista não descarta acionar a Justiça. "Esgotadas todas as tentativas de acordo interno, vamos estudar uma solução jurídica para suspender a convenção", antecipa Luiz Carlos.
Encontro decisivo
O vice-presidente local do PMDB, Paulo Gutierrez, explica que a utilização do prazo para eleição interna do partido também para escolha de candidato a prefeito foi uma decisão da direção estadual peemedebista divulgada em publicação própria. Ainda segundo ele, a proposta de adiamento da convenção foi colocada em votação na executiva e derrotada. "A condução de todo o processo está sendo feita de forma transparente e respeitando todos os documentos internos do PMDB." A derradeira tentativa de acordo será feita na noite de hoje, quando, a pedido de Tarcísio, acontecerá uma reunião com membros da executiva, vereadores e candidatos a vereador. O ex-prefeito deve apresentar os termos de uma possível aliança com o PT, com foco na formação de um Governo conjunto. Por outro lado, aliados de Bruno Siqueira devem apresentar uma pesquisa de intenção de voto, apontando ampla viabilidade eleitoral do projeto de candidatura própria.
