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Faltam moedas para parquímetros

motorista deixa recado para fiscais e uma nota de r 2 afixada no vidro do carro

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Motorista deixa recado para fiscais e uma nota de R$ 2 afixada no vidro do carro
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Motorista deixa recado para fiscais e uma nota de R$ 2 afixada no vidro do carro

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O novo modelo de Área Azul, implantado em Juiz de Fora há quase dois meses, colocou em evidência mais uma vez o problema da falta de moedas no comércio. Isso porque uma das formas de utilizar o estacionamento rotativo pago é por meio de parquímetros instalados nas ruas onde há vagas disponíveis. No entanto, os dispositivos não aceitam cédulas. Quem opta por esta modalidade de regularização do serviço – que ainda pode ser feito por aplicativo em smartphone ou cartão recarregável – reclama da dificuldade em conseguir moedas na cidade. Por outro lado, lojistas já se negam a trocar dinheiro, afirmando que a demanda é grande, inviabilizando o favor a todos. Na manhã de ontem, um comerciante da Rua Santa Rita, que pediu para não ser identificado, flagrou uma situação que exemplifica o problema. Um condutor, sem conseguir moedas, deixou uma cédula de R$ 2 exposta no vidro dianteiro e uma mensagem escrita: “Ninguém troca! E você não estava aqui para trocar.”

Um fotógrafo, 34 anos, que pediu para não ser identificado, passou por dificuldades na Rua Braz Bernardino, na semana passada. Ele contou que estacionou seu veículo na rua e foi ao parquímetro emitir o recibo. “Só quando cheguei até a máquina que eu descobri que não aceitava nota. Tinha uma moeda de R$ 1, e tentei trocar uma cédula de R$ 2 em duas lojas próximas. Como não consegui, tentei comprar uma bala, no terceiro comércio, mas o caixa informou que também não tinha troco. Apenas na quarta loja que eu consegui moedas. Mesmo assim, tive que comprar um drops de bala mais caro, pagando com uma nota de R$ 20.”

Há casos de condutores que, ao parar os automóveis nas vagas, peregrinam por vários quarteirões até encontrar um comerciante disposto a ajudá-lo. Outros, se veem obrigados a comprar produtos de pequeno valor na tentativa de receber o troco em moedas. O estudante Giovanni Azevedo, 21 anos, disse que passou por dificuldades no Manoel Honório, Zona Leste, há cerca de duas semanas, por causa da falta de moedas. “Parei meu carro na Avenida Governador Valadares e só tinha uma nota de R$ 5. Tentei trocar em vários comércios do entorno, e não consegui. Tive que ir andando até a uma loja na Avenida Rio Branco, perto da Receita Federal, para conseguir as moedas. Tudo isso levou cerca de 15 minutos, tempo suficiente, inclusive, para eu ser multado pelo fato de não estar regularizado.” Ele também disse que a situação tem feito alguns amigos desistirem da Área Azul, indo para os estacionamentos privados.

O chaveiro Antenor Geraldo de Moura, 34, trabalha em frente a um destes dispositivos, na Rua Marechal Deodoro. Segundo ele, a cada dez pessoas que chegam até a máquina, oito entram em seu estabelecimento pedindo para trocar cédulas. “Conhecidos e clientes eu até ajudo, mas não posso atender a todos, se não fico sem troco. A empresa até me ofereceu a ser ponto de troca, e eles me abasteceriam com moedas. Mas eu perderia meu tempo de trabalho sem ganhar nada por isso, então recusei. No modelo antigo, ganhava R$ 0,10 a cada cartão de R$ 1 vendido.” Na Rua Floriano Peixoto, a história se repete. De acordo com o açougueiro Ademar Martins, 39, os pedidos de troco começam antes mesmo do estabelecimento abrir. “É a todo o instante, está impossível. Estas maquininhas estão fazendo as moedas desaparecerem no comércio.”

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Estapar

Em nota, a Estapar Estacionamentos, que explora o serviço do rotativo pago a cidade, informou que “o uso das moedas, embora seja opcional, é apenas uma das formas de pagamento oferecidas aos usuários”, e todas podem ser conhecida por meio do site www.estapar.com.br/juizdefora. No texto, a empresa também reforça que as moedas coletadas nas máquinas são devolvidas ao comércio local. No entanto, não respondeu a outros questionamentos da reportagem, como a possibilidade de se criar pontos de trocas, aceitar pagamentos por cédulas e se os monitores estão aptos a oferecer moedas aos usuários.

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