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Conversão proibida eleva risco no Acesso Norte

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Pontos de retorno ficam distantes cerca de 500m
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Pontos de retorno ficam distantes cerca de 500m

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Motoristas que precisam entrar ou sair de um supermercado, no Bairro Industrial, Zona Norte, têm recorrido a conversões proibidas com frequência, pondo em risco a própria segurança e a de outras pessoas. Ao transitar pela Avenida Brasil (Acesso Norte), a conversão para entrada no estabelecimento só é permitida para quem segue no sentido Zona Norte/Centro. Já na saída do local, a pista também só pode ser acessada neste sentido. Com isso, quem precisa entrar no mercado vindo do Centro ou precisa ir para a Zona Norte após às compras, muitas vezes, acaba fazendo a manobra proibida, já que os pontos de retorno, nos dois casos, ficam a uma distância aproximada de 500 metros.

O fato é agravado porque o trecho é de faixa contínua, o que impede o acesso à direita por dois quarteirões no caso dos motoristas que pretendem ir à Zona Norte saindo do local. "Se não fosse, ia ficar mais fácil fazer o retorno por dentro do bairro", opina o comerciante Aloísio da Costa Loures. Segundo o subsecretário de Mobilidade Urbana da Settra, Carlos Eduardo Meurer, a faixa é contínua no segmento justamente para evitar acidentes, já que só há segurança para conversão nos pontos permitidos. "Não temos números referentes às irregularidades neste trecho, mas sabemos que a incidência é grande, o que é muito preocupante dado o risco elevado de colisão entre veículos."

Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), efetuar conversão em local proibido é infração grave, sujeita à perda de 5 pontos na carteira e multa de R$ 127,69. Além da penalidade, o desrespeito à lei pode ser perigoso e causar acidentes. Na quarta-feira da semana passada, dia 2, um veículo que saía do supermercado se chocou contra um outro carro e uma moto que trafegavam no sentido Zona Norte/Centro. Seis pessoas ficaram feridas. "A manobra não se justifica porque os retornos existem e devem ser usados. É a única maneira de não prejudicar o trânsito ou arriscar a segurança", aponta Meurer.

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