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Juiz-forana ganha prótese doada por jogador do Flamengo e terá tratamento com fisioterapeuta da Seleção

aysla protese

Foto: Reprodução/Redes sociais

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A juiz-forana Aysla Leonel publicou vídeo nas redes sociais com um pedido de ajuda: gostaria de comprar uma prótese de perna. Para arcar com os custos da aquisição e dos procedimentos de reabilitação, seriam necessários R$ 87 mil. Ela já tinha iniciado uma vaquinha virtual, quando foi surpreendida pela doação da prótese pelo jogador do Flamengo, natural de Bicas, Danilo. Quem também ajudou a realizar o sonho da jovem foi o fisioterapeuta da Seleção Brasileira de futebol, Charles Costa.

Dias antes de receber o contato de Danilo e Charles, Aysla compartilhou com a Tribuna a importância da prótese. “Seria mais uma conquista, mais uma autonomia. Eu não nasci uma pessoa com deficiência, eu me tornei uma pessoa com deficiência e eu tenho orgulho do caminho que eu fiz até agora, da autonomia que eu fui construindo… A expectativa que eu tenho é que pode me dar muito mais qualidade de vida.”

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Nesta quinta (5), pelas redes sociais, Aysla publicou que já foi a Belo Horizonte para realizar a primeira consulta da reabilitação. Por vídeo, afirma que recebeu o que há de melhor no mercado de próteses atualmente e que está vivendo muito mais do que sonhou.

Conheça a história de Aysla

Quem viu a pequena Aysla, de 10 anos, se queixar de dores no joelho, não imaginaria que aquele seria o primeiro sintoma de um osteossarcoma, tumor maligno que se desenvolve no tecido ósseo, que acomete principalmente crianças e adolescentes. Mas, nas palavras de Aysla, sua história não é sobre o câncer, é sobre superação.

Após o diagnóstico, ela começou o tratamento com sessões de quimioterapia, mas foi necessário realizar a amputação da perna e uma desarticulação do quadril para impedir que a doença se espalhasse pelo corpo. Um ano após a conclusão do tratamento, aos 12 anos, a menina foi diagnosticada com um novo tipo de câncer, dessa vez no pulmão. Graças à quimioterapia e às duas cirurgias de retirada dos nódulos que foi submetida, ficou bem novamente.

Aos 14 anos,Aysla começou o processo de adaptação com a prótese oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, por causa de particularidades no seu tipo de amputação, não se adaptou ao modelo disponível, que provocava machucados na parte amputada e na barriga. Em suas redes sociais, ela conta que, naquele momento, acreditou que a prótese não era para ela e decidiu continuar andando apenas com muletas.

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Hoje, formada em nutrição, Aysla afirma sentir que alguns de seus movimentos e potencialidades são limitados pelas muletas: “comecei a sentir um pouquinho mais de dificuldade para fazer as coisas básicas do dia a dia, como segurar minhas próprias coisas […], ir ao mercado, carregar uma sombrinha”. Assim, ela conta que foi retomado o desejo de conseguir a prótese.

*Estagiária sob supervisão da editora Gracielle Nocelli

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