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População reclama do asfalto em JF

na av juiz de fora perto do recanto dos lagos asfalto se solta em camadas fernando priamo

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Na Av. Juiz de Fora, perto do Recanto dos Lagos, asfalto se solta em camadas (Fernando Priamo)
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Na Av. Juiz de Fora, perto do Recanto dos Lagos, asfalto se solta em camadas (Fernando Priamo)

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Na Rua Comendador Pantaleoni Arcuri, no Teixeiras, pavimento está esfarelando (Fernando Priamo)

Buracos prejudicam condutores na Rua Francisco Cerqueira Cruzeiro, no Bairro Santo Antônio (Fernando Priamo)

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No Bandeirantes, há erosões em toda a Rua Sargento Cunha, via de acesso ao bairro (Fernando Priamo)

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Com o início da estação chuvosa, as reclamações a respeito da qualidade do asfalto de Juiz de Fora se intensificam. Nas últimas semanas, a Tribuna recebeu dezenas de mensagens de leitores, por meio de seus canais de comunicação, denunciando problemas. Entre os mais comuns, estão casos que envolvem buracos e pavimentações degradadas em razão do excesso de remendos. De acordo com a Empav, empresa pública responsável pela pavimentação na cidade, quatro equipes atuam, diariamente, em operações tapa-buracos, sendo que, antes da crise econômica, este número já chegou a seis. No entanto, para melhorar a qualidade, seria necessário o recapeamento de toda a malha, o que custaria, segundo a própria empresa, cerca de R$ 600 milhões, valor que o município não dispõe. As reclamações também surgem de locais que receberam intervenções recentes, como é o caso da Estrada de Filgueiras, de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Pouco mais de um mês após o recapeamento ter sido feito, trechos dos 5,6 quilômetros da via já apresentam problemas, como buracos, trincas e camadas se soltando por inteiro.

No caso das ruas e avenidas da cidade, os problemas são observados em todas as regiões. Na Cidade Alta, por exemplo, chama atenção o corredor de tráfego que liga o Bairro Borboleta a partir do Vale do Ipê, na região central. No local, formado pelas ruas Antônio Fellet, Júlio Menini e José Lourenço, os buracos estão em cima de curvas, prejudicando a visibilidade dos condutores. Situação parecida acontece no Bandeirantes, Zona Nordeste, onde a via de acesso ao bairro, a Rua Sargento Cunha, apresenta diversos buracos.

Na Rua José Teixeira Lopes, Bairu, Zona Leste, o leitor Raphael Campos Souza disse que os moradores têm problemas com pneus, rodas e suspensão dos veículos por conta da condição do asfalto. Segundo ele, apesar das denúncias aos órgãos responsáveis, nenhuma providência é tomada. Já na Avenida Santa Luzia, bairro homônimo, Zona Sul, a reclamação é da falta de pavimento no fim da rua, o que causa transtornos. “Reclamamos disso há seis anos, mas a resposta oficial é que, na Prefeitura, a via conta como asfaltada”, disse a moradora Nassali do Nascimento, 33 anos.

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Sobre este problema, o diretor-técnico da Empav, Renê Vieira Filho, garante que a informação não procede. “A via não foi asfaltada ainda porque, no final dela, há pouco tráfego de veículos e, devido à escassez de recursos, precisamos priorizar outros pontos. Mas estamos sempre na busca de verbas, com os governos Estadual e Federal, para solucionar problemas como este.” O mesmo entendimento vale para as outras vias citadas.

De acordo com Renê, as operações tapa-buracos seguem cronograma pré-definido, alimentando de acordo com as demandas que chegam ao órgão. O problema, segundo ele, está na condição do pavimento da cidade, que é antigo. Por esta razão, seria necessário, em vários casos, todo o recapeamento, como é feito atualmente na Rua Américo Lobo, que corta bairros como Bonfim e Manoel Honório, ambos na Zona Leste. “Para isso, precisamos de recursos externos. Existe a previsão de recebermos, no início do próximo ano, cerca de R$ 10 milhões através de um convênio que já temos aprovado junto ao Governo federal. Este recurso, caso venha, será usado em corredores de tráfego, onde o volume de veículos é maior.” Entre os bairros beneficiados estão o Santa Terezinha, na Zona Nordeste, Graminha e Vale Verde, Zona Sul, e Nova Era, na Norte. Os nomes das vias não foram divulgados.

Cesama

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Muitas das reclamações recolhidas pela reportagem, a partir de denúncias dos leitores, são de buracos perfurados pela Cesama para obras na rede. Para atender a demanda, a companhia mantém sete equipes de tapa-buracos nas ruas e, de acordo com o diretor técnico-operacional da Cesama, Márcio Augusto Pessoa Azevedo, o atendimento é feito, em média, em até seis dias. Em casos prioritários, no entanto, os buracos podem ser fechados no mesmo dia da intervenção promovida pela companhia. “Temos aqueles serviços programados, gerados a partir da demanda dos usuários, como ligações de água e esgoto, mudanças de ramal ou extensão da rede, em caso de obras. Nestes casos, agendamos o trabalho e já programamos a recomposição para uma data próxima. Mas há outros serviços atendidos, como um vazamento de rede. E aí fica difícil programar o exato momento da recomposição, sendo necessário encaixar em nossa programação. Se o vazamento for no Bairu, por exemplo, e já tiver uma equipe na região para trabalhos programados, ela vai promover a recuperação. Caso contrário, vai entrar em uma fila de prioridades. Levamos em conta, para isso, a questão de segurança. Ou seja, se interfere no tráfego ou se vai colocar o cidadão em risco.”

Qualidade do material é questionada

O diretor-técnico da Empav, Renê Vieira Filho, também rebateu críticas, constantemente recebidas, acerca da qualidade da pavimentação utilizada em Juiz de Fora. De acordo com ele, o material usado é chamado de concreto betuminoso usinado a quente, conhecido também como CBUQ. “É o melhor produto no mercado hoje, se não considerarmos as tecnologias mais avançadas, como aquelas usadas nos autódromos.”

A Empav tem duas usinas próprias para fabricação do asfalto. E uma delas, de acordo com o Renê, é considerada uma das mais modernas do país, tendo menos de cinco anos de uso. “As pessoas reclamam, mas, às vezes, não conseguem enxergar porque o asfalto dura pouco. Isso é consequência do pavimento desgastado. Asfalto é como um vidro. Se colocá-lo em cima de um colchão e pisar, ele vai quebrar. Agora, se for inserido em um solo preparado, não quebra nem com carro. O problema não é do asfalto, é do pavimento, que necessita de uma boa base. Mas para isso precisamos dos investimentos que, em nossa conta, podem chegar a R$ 600 milhões.

Segundo Renê, a Prefeitura tem hoje mais de R$ 80 milhões em projetos aprovados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo federal. “Mas com o contingenciamento da União, reduziram este montante para R$ 36 milhões. Agora a promessa é que chegue recurso entre R$ 12 milhões e R$ 14 milhões no início do ano que vem.”

Pavimento no Filgueiras é alvo de críticas

A situação da Estrada de Filgueiras surpreende. A via de 5,4 quilômetros, que liga os bairros Grama a Filgueiras, na Zona Norte, além de ser importante acesso ao município de Chácara, recebeu serviço de recapeamento asfáltico há cerca de um mês. No entanto, quem vive no local reclama da qualidade do produto colocado. Com uma fita métrica, é possível observar que a malha asfáltica inserida é inferior a um centímetro, sendo que pedaços dele, nos acostamentos, já começam a se soltar. Trincas, buracos e desníveis também são facilmente observados. “Passaram máquina sem fazer nenhum tipo de preparação na base. O serviço foi realmente muito rápido”, disse o pedreiro Antônio Cláudio Apolinário, 43 anos. Para o comerciante Ricardo Leão, 66, o asfaltou melhorou se comparado ao que estava, mas faltou cuidado. “A camada está fina, e o pavimento, irregular. De madrugada, está muito perigoso.”

Segundo a Secretaria de Obras da Prefeitura, o serviço foi feito por meio de uma parceria com o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Coube ao município promover a sinalização horizontal, já concluída, sendo que a recomposição asfáltica seria de responsabilidade do Estado. Em nota, o DER/MG explicou que o serviço feito foi de reperfilamento e, “diante do questionamento apresentado, a equipe técnica do departamento fará uma avaliação.”

Serviços de tapa-buracos podem ser solicitados à Empav, pelo telefone 3215-6499. Para recapeamento asfáltico, o pedido deve ser feito por escrito no Espação Cidadão JF (Avenida Rio Branco 2.234 – Parque Halfeld). Para serviços da Cesama, o telefone é o 115.

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