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Castramóvel retorna atividades a partir da próxima terça-feira

Canil Divulgação PJF

(Foto: Divulgação/PJF)

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A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) vai retomar o programa itinerante de castração de animais, o castramóvel, a partir da próxima terça-feira (9). A informação foi divulgada nesta sexta (5), e o serviço vai dar prioridade aos animais que se encontram no Canil Municipal, para depois prosseguir em outras áreas. A rota, no entanto, ainda está sendo definida. Na terça (2), a Tribuna publicou matéria mostrando que as castrações públicas estão interrompidas por quase nove meses na cidade.

De acordo com a PJF, a expectativa é de que sejam realizadas cerca de 50 castrações por dia. Em nota, a Administração afirmou que os cadastros já existentes serão triados, e os novos pedidos de castração poderão ser feitos pela plataforma digital, o Prefeitura Ágil, através do link, a partir de terça-feira. As castrações seguirão por ordem de cadastro. A última vez que o castramóvel esteve em funcionamento foi em dezembro de 2020, e, na época, havia expectativa de atender cerca de 1.400 animais dentre os mais de 18 mil que aguardavam atendimento.

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Verba de mais de R$ 1 milhão foi destinada para serviço em maio

No dia 3 de maio de 2021, a Prefeitura recebeu, por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Noraldino Júnior (PSC), o valor de R$ 1.000.141.89, destinado ao serviço de castração pública. No entanto, questionada pela Tribuna acerca do motivo de não ter utilizado a verba ao longo do ano, a Prefeitura afirmou que, inicialmente, o recurso foi encaminhado de maneira tecnicamente inadequada e, desta forma, não poderia ser utilizado para o fim das castrações. Ainda de acordo com a Administração, foram feitos ajustes que permitiram contemplar os serviços custeados com a verba indicada pelo deputado, inclusive a volta do funcionamento do castramóvel. A expectativa era de que, com a verba, mais de 10 mil animais fossem castrados em 2021 em Juiz de Fora.

Dificuldades no cadastro

A presidente da Comissão Protetora dos Animais da Câmara Municipal de Juiz de Fora, vereadora Kátia Franco (PSC), afirmou que tem recebido diversas mensagens de pessoas com dificuldade na realização do cadastro na plataforma Prefeitura Ágil. “Não é um cadastro simples, eu tive dificuldade. É um cadastro que pede uma assinatura digital, a foto digitalizada do animal que vai ser castrado… Eu penso naquela pessoa que tem dificuldade de acesso a internet, que mal consegue mandar uma mensagem pelo Whatsapp. Então teria que fazer um cadastro mais popular, mais simples.”

Conforme informou a PJF, os novos cadastros pela plataforma Prefeitura Ágil poderão ser feitos a partir de terça-feira. Em relação à foto digitalizada e à assinatura digital, a assessoria da Secretaria de Saúde informa que a exigência é necessária para evitar fraude, mas quem quiser fazer presencialmente pode se dirigir ao posto de atendimento localizado à Avenida Rio Branco, 1.851, das 8h às 18h. Mas é preciso agendar pelo telefone (32) 3690-7877.

Outro ponto levantado por Kátia foi a defasagem dos cadastros que já estavam na fila para castração. “Nós ficamos quase um ano parados, nesse período muitos animais já foram castrados em outras clínicas, ou podem ter morrido, fugido… É preciso sim dar atenção aos cadastros antigos, porém, na minha opinião, durante o tempo em que o serviço ficou interrompido era preciso fazer um acompanhamento dos pedidos de castração, e não retornar agora sem nenhum plano.” Nesse caso, a PJF afirma ter ciência dessa defasagem e, por isso, os cadastros antigos serão triados para eliminar possíveis pedidos desatualizados.

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Falta de licitação

De acordo com Kátia, o principal motivo do atraso no retorno das castrações foi a falta de licitação para uma clínica veterinária que iria realizar o serviço no município. “Quando nós, da Comissão Protetora dos Animais, cobrávamos a Prefeitura, eles afirmavam que a demora ocorria por questões jurídicas. Tivemos uma licitação deserta, porque um dos requisitos era que a clínica tivesse um castramóvel, e, em Juiz de Fora, não existe nenhuma desse tipo, aí essa licitação teve que ser anulada. Com isso, todo o processo teve que ser reiniciado, e isso demora, tem um longo prazo entre encerrar um processo e começar o outro.”

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