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Falta de médico reduz consultas

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Na Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Bairro São Judas Tadeu, na Zona Norte, quase 500 pessoas deixaram de ser atendidas, desde o dia 8 de agosto, em consequência da falta de médico. Logo na entrada, os usuários se deparam com o aviso: por estarmos só com uma médica, as receitas só serão feitas em consulta. Esse já é o terceiro caso de déficit de médicos na atenção primária registrado pela Tribuna em menos de dois meses. Um usuário, que preferiu não se identificar, foi enfático: O negócio está feio. Os funcionários não são culpados, mas a população está carente de assistência.

Segundo o subsecretário de Atenção Primária à Saúde, Thiago Horta, a cidade tem déficit de 14 médicos na área. Esse número já caiu. No início do ano, estávamos com 28 profissionais em falta. O parâmetro adotado nas Uaps é de 12 consultas básicas e quatro atendimentos de urgência por médico. Como a unidade de São Judas Tadeu era composta por duas equipes, 24 pessoas recebiam atendimento por dia. Com a ausência de um médico desde o dia 8 de agosto, quase 500 pessoas deixaram de ser atendidas na unidade.

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De acordo com o subsecretário, quando faltam médicos nas unidades, há um reagendamento das consultas. No caso da Uaps de São Judas Tadeu, além das 12 consultas básicas, a médica da unidade está ampliando o horário, para atender especificamente os usuários crônicos, que dependem de receita para a compra dos medicamentos, disse Horta.

A assessoria da Secretaria de Saúde informou que saiu o resultado do processo seletivo para contratação de médicos em caráter de urgência e, a partir de segunda-feira, 17 novos médicos serão alocados nas Uaps.

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