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UFJF é a 95ª em ranking da América Latina

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A UFJF ficou em 95º lugar no ranking que apontou as 200 melhores universidades da América Latina, publicado ontem pela organização britânica Quacquarelli Symonds (QS), ficando atrás de instituições como Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG – (10ª colocada), Universidade Federal de Viçosa – UFV – (59ª) e Universidade Federal de Uberlândia – UFU – (83ª). A instituição da cidade somou 33.1 pontos, de um total de cem e, entre as brasileiras, ocupa 28ª posição. O estudo apontou também que, no que diz respeito às universidades de porte médio, a UFJF fica em 18º lugar entre todos os países mencionados. A QS avalia escolas de ensino médio, superior e pós-graduação em todo o mundo e realizou, pela primeira vez, um levantamento focado na América Latina. Para a produção do ranking, foram levados em consideração quesitos como reputação acadêmica, reputação de empregabilidade, número de artigos acadêmicos publicados e profissionais com doutorado. Neste último, inclusive, a universidade teve sua melhor marca, ficando com a 21ª posição.

O pró-reitor de Pós-graduação da UFJF, Fernando Perobelli, classificou o resultado como muito bom, se levada em consideração a presença dos sistemas de ensino argentino, chileno e mexicano na mesma lista. Isso porque, segundo ele, tratam-se de países com tradição no ramo. Na avaliação de Perobelli, a colocação reflete mudanças aplicadas na instituição nos últimos seis anos. Como exemplo, cita as alterações no perfil do quadro de professores e a abertura de novos programas de pós-graduação. Para ilustrar, ele destaca que, em 2008, 62% do corpo docente eram compostos por doutores. Em 2010, esse índice passou para 72%.

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Mais doutores

Sobre o que poderia melhorar a colocação da UFJF, Perobelli faz uma comparação com a Universidade de São Paulo (USP), que ficou com primeiro lugar geral do ranking, ao atingir cem pontos. "Um departamento de economia na USP tem 90 professores. O nosso tem 20. Por isso, a entrada de novos doutores é importante. Se ficarmos com esse número, isso limita as áreas de pesquisas." Ele explica que a contratação de novos profissionais com esse nível de especialização permite a ampliação das linhas de pesquisa e, consequentemente, o número de vagas para mestrandos e doutorandos. Essa combinação permite a criação do que ele chama de um "círculo virtuoso dentro da universidade", o qual melhorará o desempenho em avaliações.

Coordenador do Grupo de Robótica da Faculdade de Engenharia, Leonardo de Mello é pós-doutor em engenharia de sistemas e leciona na UFJF desde a conclusão do doutorado, em 2001. O acadêmico é entusiasta quanto à ampliação da presença de doutores no corpo docente. Segundo ele, o título corresponde a uma ferramenta que dá condições aos professores de desenvolverem projetos de alto nível. "Você consegue levar tecnologias de ponta até a sociedade, as quais, com metodologias tradicionais, não seriam possíveis."

 

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