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Mães e filhos se encontram no Parque Halfeld para reverenciar amamentação

A Aliança de Mulheres pela Maternidade Ativa, Amma, em parceria com o Banco de Leite Humano, realizou neste sábado (5) a 5ª edição da Hora do Mamaço


Por Mauro Morais

05/08/2017 às 14h34- Atualizada 05/08/2017 às 17h46

Quando Lis aceitou o convite da mãe, a produtora Aline Bandeira, de 31 anos, para passar a manhã deste sábado (5), no Parque Halfeld, sabia que precisaria ser forte e resistir à tentação. Há oito meses ela parou de mamar no peito e, vendo outras crianças mamando, ficaria com vontade, mas precisaria resistir. Aos 4 anos e cinco meses, a pequena Lis mamou até 3 anos e nove meses. Muito tempo? “Não. O vínculo que a amamentação traz é muito intenso. É um acalanto. Até hoje, quando a Lis se frustra, procura o colo, o aconchego do meu corpo. Ela nunca tomou antibióticos na vida e tenho certeza de que isso se deve à amamentação”, comenta a mãe Aline, diante da roda de conversa que se formou no quinto ano consecutivo que a Aliança de Mulheres pela Maternidade Ativa, Amma, em parceria com o Banco de Leite Humano, produz a Hora do Mamaço.

 

Foto: Fernando Priamo

 

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Ao longo de duas horas, mulheres como Aline formavam um grupo cujo localizador na praça mais central da cidade era um banner com a inscrição “Aqui tem mulheres empoderadas”. Discutindo a importância do gesto para mães e filhos, o evento realizado mundialmente trouxe como tema a frase sintetizada numa hashtag: “#TodosJuntosPelaAmamentação”. “É muito estranho estarmos em 2017 e ainda termos que criar leis para que as mulheres tenham o direito de amamentar seus filhos. Hoje muitas mulheres que conheço e fotografo não estão conseguindo amamentar. O apoio da família, então, é fundamental. Amamentar é primordial não apenas pela saúde do bebê, mas também pelo afeto e pela relação que se cria. O olho no olho entre criança e mãe reverbera no futuro adulto. A segurança desse indivíduo começa na amamentação”, defende a fotógrafa e uma das realizadoras do evento, Malu Machado.

Para Malu, é necessário que tabus sejam exterminados, e as mães sejam cada vez mais incentivadas e orientadas a amamentar. Coordenadora do Banco de Leite Humano da Prefeitura de Juiz de Fora, Bernadete Monteiro concorda e ainda acrescenta: “Informação é imprescindível nessa discussão”. Há 26 anos trabalhando no banco, Bernadete viu muitas mudanças comportamentais e uma crescente inibição, o que acaba por criar limitadores do trabalho do Banco. “Continuamos com um estoque baixo, impossibilitados de atender um número maior de crianças da cidade e da região. Infelizmente, atualmente temos que criar prioridades para atender”, lamenta, enquanto a pequena Lis corre pelo parquinho, brinca e se distrai, sem cair em tentação.

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