O Ministério da Saúde divulgou esta semana a orientação para que os estados e municípios facilitem o acesso dos pacientes ao Oseltamivir (Tamiflu), indicado para o tratamento da influenza A (H1N1). Conforme a recomendação, tanto os pacientes da rede pública quanto os da particular têm direito a ter acesso imediato à medicação mediante apresentação da prescrição médica, não sendo necessário que os usuários da rede privada passem por consulta no Sistema Único de Saúde (SUS). "Desde que seja prescrito por um médico, não pode existir qualquer restrição de uso do antiviral", afirmou o ministro Alexandre Padilha em pronunciamento.
O ministério informa que 51 mil caixas de Tamiflu foram enviadas este ano para Minas Gerais, sendo que o estado teria mais de 200 mil em estoque. Até o momento, Juiz de Fora está abastecida com 190 caixas, mas a expectativa da Secretaria de Saúde é que outras 500 cheguem à cidade na próxima segunda-feira.
No entanto, de acordo com o infectologista Cassimiro Baesso Júnior, é necessária a observação de protocolo específico para que o antiviral seja ministrado. Conforme o protocolo, para atingir a eficácia máxima, o Tamiflu deve ser tomado nas primeiras 48 horas após o início da doença. "Quanto antes o tratamento for iniciado, melhor", esclarece Cassimiro. Por isso, segundo o especialista, não é necessário que a presença do vírus seja confirmada para administrar a medicação, mas os principais sintomas, como síndrome gripal aguda e sinais de insuficiência respiratória, devem ser verificados.
O subsecretário de Gestão da Execução Instrumental da Secretaria de Saúde, Jorge Luiz Vieira, esclarece que, no momento, as três unidades de pronto atendimento (UPAs), a Regional Leste, o HPS e o Hospital Universitário (HU) estão abastecidos com Tamiflu. O reforço das 500 caixas (cinco mil cápsulas) será distribuído para ampliar o estoque dessas unidades e também para abastecer os hospitais Albert Sabin, Monte Sinai e Santa Casa. "Acreditamos que este pedido de reforço seja suficiente para a demanda da cidade. É preciso ressaltar que não há muitos casos, porém, devido ao período de inverno e ao grande número de visitantes, principalmente estrangeiros, que estarão em Juiz de Fora nos próximos dias, em decorrência dos eventos relacionados à Jornada Mundial da Juventude, essa estratégia é necessária."
Cassimiro considera importante a ampliação da oferta de Tamiflu na cidade, já que costuma ser um antiviral de difícil acesso, ainda que seja o mais indicado para situações de epidemia, por reduzir complicações e óbitos pela doença. Ele esclarece que o medicamento não é indicado para profilaxia da influenza A, mas para o tratamento.
