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Sujeira e abandono em cemitério

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Acúmulo de sujeira foi percebido no local
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Acúmulo de sujeira foi percebido no local

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Com quase 150 anos de história e mais de 120 mil metros quadrados, o Cemitério Municipal, localizado no Poço Rico, região Sudeste, é alvo constante de reclamações, pelo estado de abandono. Quem visita o local se depara com problemas, como montes de sujeira e vegetação que, em alguns casos, servem como obstáculo ao trânsito entre os túmulos. Em alguns pontos, o acesso é praticamente impossível, já que movimentações de terra fecharam as passagens e encobrem parcialmente algumas lápides. Vários jazigos estão em estado deplorável, com estátuas e monumentos quebrados. Reclamações de usuários ainda dão conta de furtos e despreparo por parte de funcionários.

A dona de casa Cór Maria Souza Miranda, 56 anos, ficou assustada quando foi ao local providenciar reformas no túmulo da avó, em março deste ano. "O mato estava tão alto que não conseguia enxergá-lo." De acordo com ela, o fato refletia uma situação de abandono que poderia ser observada em todas as partes do cemitério. "Está muito desleixado. Há pedaços de tijolos e galhos por todo lado." Na opinião dela, esse conjunto de problemas mostra uma falta de respeito com as famílias, já que o cemitério é um local de reflexão, onde, em boa parte das vezes, as pessoas estão abaladas e sensíveis. "Não pode ser deixado ao léu. É como se fosse a última morada de nosso familiares."

O projetista João Bosco Corrêa, 52, também já passou por momentos desagradáveis. Há cerca de três meses, com a morte de sua mãe, ele fez reparos no jazigo da família. Poucos dias depois, ao retornar ao Municipal, encontrou quebrado um dos vasos que ornamentavam o túmulo. "Liguei para reclamar, e fui super maltratado", diz, completando que também já passou por problemas com o furto de letreiro e crucifixos de cobre que integravam a lápide.

Alvo de vândalos

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Administrador do Cemitério Municipal, Anderson Stehling explica que, mesmo com investimento em vigilantes 24 horas por dia, o cemitério ainda é alvo de vândalos e usuários de drogas. "Hoje temos mais de nove mil lápides, 4.500 gavetas, 15 mil covas rasas e 500 mausoléus numa área de 120 mil metros quadrados. É praticamente uma cidade, com problemas semelhantes. Desde fevereiro de 2009, temos investido ainda mais em segurança, mas, mesmo assim, continuamos a sofrer invasões. São pessoas que entram para roubar, fazer sexo, usar drogas e destruir os túmulos."

Stehling ainda ressaltou que limpeza, capina e roçado são frequentes, mas explicou que, pela presença de muitas árvores, galhos e folhas sempre se acumulam entre as lápides. Já sobre os túmulos, o administrador informou que são de responsabilidade dos proprietários. "Não é cobrada taxa de manutenção. Muitos são abandonados durante todo o ano e só são visitados em datas comemorativas, quando os visitantes dão falta de vasos ou se deparam com pedras deterioradas pela ação do tempo ou até dos vândalos. É importante frisar que a responsabilidade é dos proprietários, mas que recebemos todas as reclamações."

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