"Este cenário não é um cenário de Juiz de Fora; é um cenário afiançado pelas maiores lideranças do PT: pelo presidente Rui Falcão, pelo deputado Ricardo Berzoini – que mantém relações muito carinhosas com Juiz de Fora -, pelo líder da bancada do PT, deputado Paulo Teixeira. E é uma possibilidade que foi aventada pelo próprio presidente Lula num telefonema que ele deu ao prefeito Tarcísio Delgado e que foi intermediado pelo ex-ministro José Dirceu, uma das mais importantes lideranças do PT. Então, isso não é um movimento local, paroquial, redutível a conhecimentos. Isso é o cenário nacional", enfatizou, acrescentando que uma repetição da política nacional de alianças do Governo Dilma Rousseff (PT) é uma estratégia que visa não só as eleições deste ano, mas também a disputa de 2014. "É nosso propósito reunir a maior quantidade possível de aliados para derrotar o PSDB". Pré-candidata diz que aliança não visa só a disputa deste ano, mas as eleições de 2014.
Questionada se a presença do ex-prefeito ao seu lado não representa uma contradição com o lema defendido desde a eleição de 2008 pelo PT, de que "a fila tem que andar", a ex-reitora da UFJF foi enfática. "É uma manifestação de grandeza da parte de um homem que já foi três vezes prefeito de Juiz de Fora, uma vez deputado estadual, duas vezes deputado federal, líder da bancada do PMDB, à época o maior partido do Congresso. Em si isso já é uma inovação. Não é normal que um homem público que tem essa trajetória assuma, dentro de uma chapa, uma posição de menos relevo. Isso já é uma forma de fazer a fila andar", defendeu. "A grande novidade é nós, em Juiz de Fora, conseguirmos fazer o que o PT tem feito no Brasil. Na medida em que saímos inclusive da nossa zona de conforto, nos comprometemos com a cidade, nos esforçamos em oferecer à cidade uma alternativa. Não queremos mudar por mudar. Quando eu falo que a fila tem que andar não me refiro às três lideranças passadas", argumentou, referindo-se ao fato de a cidade ter sido administrada, nos últimos 29 anos por apenas três governantes: Tarcísio, o ex-prefeito Alberto Bejani (PSL) e o atual prefeito Custódio Mattos (PSDB). "Me refiro às práticas políticas que precisamos transformar. Nós mesmos, do PT, precisamos avançar nessa direção que o PT nacional já experimentou", completou, com uma alfinetada à tendência O Trabalho, que votou contra – e perdeu – qualquer aliança com o PMDB ou o PSB do deputado Júlio Delgado (PSB).
Apesar dessa defesa, ela ressaltou que a escolha do vice caberá às siglas que irão compor a coligação. "Seria muito prepotente da nossa parte sentarmos aqui para indicar nosso vice. Seria antidemocrático. O PMDB indicará um nome se vier caminhar conosco. Se não vier, caberá aos outros partidos aliados." Dentro dessa política de alianças, confirmada na última segunda-feira, ela aproveitou para enfatizar "a importância do apoio de Júlio Delgado". Aos partidos aliados, o PT apresentará a espinha dorsal de sua proposta programática, constituída de cinco eixos: desenvolvimento sustentável; participação popular cidadã; ética na gestão, transparência e controle social; prioridade a políticas sociais voltadas para os direitos humanos; e desenvolvimento econômico e social da região.
