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Jovem assassinado com cinco tiros na Zona Norte

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Quando os policiais chegaram, a vítima já não apresentava sinais vitais
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Quando os policiais chegaram, a vítima já não apresentava sinais vitais

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A rivalidade entre galeras é apontada como a causa de mais uma morte em Juiz de Fora. Nesta terça-feira (5), um jovem de 20 anos foi assassinado com pelo menos cinco tiros, no Bairro São Judas Tadeu, na Zona Norte. No local, a informação era de que o crime teria sido motivado pela rixa entre gangues dos bairros Jóquei Clube e Jardim Natal. No outro extremo da cidade, na região Sul, um desentendimento entre grupos de adolescentes, munidos com pedaços de paus, foi dispersado pela Polícia Militar. Não houve briga de fato, mas o tumulto provocou correria, com jovens avançando sobre os carros em plena Avenida Itamar Franco, o que assustou pedestres e motoristas. 

Por volta das 14h30, moradores do São Judas Tadeu acionaram a Polícia Militar, depois que escutaram estampidos de tiros e observaram, na Rua Waldir Martins de Oliveira, um corpo caído, envolto em uma poça de sangue. Quando os policiais chegaram, a vítima, identificada por familiares como Hélder Lúcio Santos, já não apresentava sinais vitais. 

Moradores relataram aos militares que o jovem estava em via pública, na presença de colegas, quando um homem, não identificado, surgiu, portando um revólver, e atirou contra o rapaz. Em seguida, o suspeito fugiu a pé. Até o fechamento desta edição, conforme informações do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), cinco homens suspeitos de envolvimento com o crime foram conduzidos para a delegacia de Santa Terezinha. A arma, que teria sido utilizada no assassinato, foi apreendida. Ainda de acordo com a PM, o homicídio teria sido motivado pela rivalidade entre gangues, o que seria confirmado após depoimentos na delegacia na noite de terça (5). Informações colhidas pelos policiais, logo após o fato, indicaram que o suspeito de cometer os disparos seria morador do Jardim Natal, que teria ido até o São Judas Tadeu, para acertar contas com a vítima, do Jóquei Clube, uma vez que existe uma rivalidade antiga entre as duas comunidades. Uma tia da vítima, que preferiu não se identificar, disse que Hélder deixou uma filha de 1 ano e a namorada grávida de cinco de meses. "Queremos apuração para esse crime. Temos que saber o que houve. Não se tira a vida das pessoas impunemente", disse a tia. O caso será encaminhado para investigação na Polícia Civil. 

São Mateus

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Uma cena inusitada de violência foi flagrada, na manhã de terça (5), na Praça Jarbas de Lery Santos, no Bairro São Mateus, Zona Sul. Por volta das 10h, um grupo formado por cerca de dez rapazes caminhou pelo espaço público, fazendo gestos de ameaça, supostamente direcionados a outros jovens. Como se estivesse se preparando para um confronto, um dos integrantes do bando se armou com um pedaço de pau, levando medo ao ambiente frequentado por mulheres, crianças e idosos. Na iminência de uma provável briga de gangues, duas viaturas da Polícia Militar surgiram em direção à praça com as sirenes ligadas, dispersando o grupo. Jovens correram em diferentes direções para escapar da abordagem policial. Segundo moradores do entorno, este tipo de situação tem se tornado frequente naquele espaço. "A praça virou ponto de encontro e confronto entre grupos de estudantes. Eles aproveitam o local para matar aula. Há até galeras de outros bairros que se encontram aqui. Isso acaba gerando conflitos", diz um aposentado, 55, que é frequentador do local. 

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Medo entre usuários de praça

Além da presença dos grupos de jovens, residentes afirmam que a Praça Jarbas de Lery Santos, em São Mateus, virou cenário para uso e venda de drogas. "Moro bem aqui em frente e vejo garotos vendendo e consumindo maconha e crack. Inclusive há meninos mais novos, de cerca de 10 anos, envolvidos nesta rotina de violência. No período da noite, já evito passar pelo lugar", afirma uma pedagoga, 35, acrescentando que já viu pessoas suspeitas escondendo drogas entre os arbustos. Uma dona de casa, 57, relata que os grupos são responsáveis pelo apedrejamento de pombos, pássaros e até cachorros que perambulam pela área. "A praça está muito mal frequentada. Se a gente, que é morador, fala alguma coisa, somos ameaçados." Uma fisioterapeuta, 40, conta que se sente intimidada com a atitude de pessoas suspeitas. "São alunos matando aula, mas agem de uma maneira que nos deixa amedrontados."

Segundo o tenente da Polícia Militar, Iuri Straus, que comandava uma ação de abordagem a pessoas suspeitas na praça enquanto a Tribuna conversava com os moradores, a corporação tem realizado diversas ações preventivas nos bairros com a finalidade de evitar a situação denunciada na Jarbas de Lery Santos. "É o que chamamos de ‘Operação presença’, com abordagens para localização de armas e outros artefatos. É ainda realizado contato com comerciantes, para identificação de suspeitos", destacou o oficial, lembrando que também são feitas ações focadas nas saídas dos colégios. 

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