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Juiz-forano cobra maior punição no trânsito

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Designer Nicolle Bello mostra estampa que criou
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Juiz-foranos entram na campanha nacional que pede punição mais severa para os responsáveis por mortes no trânsito. Com o slogan "Não foi acidente", a campanha cobra maior rigor nos casos em que os óbitos foram consequência de abusos de velocidade e consumo de álcool por parte dos condutores. A iniciativa nacional é de Rafael Baltresca, que perdeu mãe e irmã atingidas por um motorista alcoolizado em São Paulo. No município, a causa é apoiada pelo consultor de empresas Manoel Emídio Moreira Lima, pai de André, 14 anos, morto em junho de 2011, no Bairro Bom Pastor. O adolescente atravessava a Avenida Rio Branco na faixa de pedestres, quando foi atropelado por um carro e morreu na hora. "Em geral, estão matando muita gente no trânsito. Abusam da velocidade, consomem álcool e, depois, andam de carro. Isso é homicídio doloso, e, se o Legislativo não toma providência, a iniciativa popular tem que agir."

Atualmente, um condutor que cause a morte de alguém é indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) ainda que seja constatado consumo de bebida alcoólica. Caso o motorista seja réu primário, pode pegar de dois a quatro anos de prisão, o que, na prática, pode ser convertido em prestação de serviços comunitários. Por isso, o principal objetivo do movimento é recolher assinaturas para uma petição, que já tem mais de um milhão de nomes, e visa ao aumento do rigor na legislação de trânsito, sobretudo no que diz respeito à impunidade a quem tira vidas ao ser imprudente ao volante. Para assinar o documento, que será enviado ao Congresso Nacional, via internet, basta acessar o endereço e preencher com os dados necessários.

A empresa juiz-forana Chico Rei, que desenvolve arte gráfica para camisetas e as confecciona, também aderiu ao movimento. "O sócio do Rafael Baltresca, que é juiz-forano, sugeriu que participássemos, e topamos na hora", conta o idealizador da marca, Bruno Imbrizi. No mês passado, a empresa desenvolveu uma logomarca para a campanha, e as camisas têm sido comercializadas, desde então, no site, a preço de custo, para todo o país. "Nem o movimento nem a Chico Rei ficam com parte alguma do dinheiro, as camisetas são mais um canal para a divulgação da campanha, e para a conscientização de cada pessoa", ressalta Bruno. Para Nicolle Bello, designer que criou a arte que estampa as camisas, o trabalho pode ajudar a difundir a causa. "Antes as camisas do movimento tinham apenas texto, queríamos que a imagem fosse tão impactante quanto a causa." Quem também apoia a iniciativa é o Mister Brasil, o juiz-forano Lucas Malvacini, que não cobrou cachê para fazer as fotografias da propaganda para a venda das camisas. "Achei positiva a iniciativa. Com certeza, acho que ações como esta ajudam a diminuir essas tristes estatísticas de acidentes de trânsito."

Conscientização

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Para o secretário de Transporte e Trânsito, Márcio Bastos, a importância da mobilização vai muito além de conseguir modificar a legislação. "É claro que a adoção de medidas punitivas mais severas ajuda a diminuir os acidentes, mas este tipo de movimento tem um alcance muito grande na conscientização das pessoas e acaba levando à mudança de comportamento." É o que também defende a presidente da Comissão Municipal de Segurança e Educação no Trânsito (Comset), Cláudia Ferreira. "Qualquer movimento que busque aumentar a consciência das pessoas no trânsito é muito bem-vindo. A pressão por mais rigor na legislação também pode ajudar a reverter os índices atuais, já que a impunidade é um fator que só faz os números crescerem."

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