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UFJF aponta estabilização da pandemia em JF em fevereiro, mas novo aumento em março

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Na 22ª edição do edição do Boletim Informativo da Plataforma JF Salvando Todos, elaborado por estudantes e professores do Curso de Estatística da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), os pesquisadores responsáveis por acompanhar os dados indicam a necessidade de cautela e de ampliação da vacinação na rede pública.

O modelo indica que houve agravamento da evolução da pandemia no Brasil todo, e as aglomerações ocorridas durante eventos clandestinos no carnaval podem ter contribuído para esse resultado. Em Juiz de Fora, os números apresentam estabilidade, mas a necessidade de cautela foi reforçada. O número de reprodução efetivo (RT), que é um dos parâmetros avaliados, que indica o potencial de propagação do vírus, esteve acima do desejável até o dia 28 de janeiro, com índice superior a 1, que indica que cada infectado transmitiu a doença para, pelo menos, mais de uma pessoa. Entre os dias 15 e 22 de fevereiro, o valor esteve abaixo de 1. Mas voltou a estar acima do recomendado na segunda-feira (1º de março). Na Zona da Mata, o indicador esteve em 1,29 no dia 24 de fevereiro.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o índice permaneça abaixo de 1 por pelo menos duas semanas para que se considere a pandemia sobre controle em determinado espaço. O que os pesquisadores destacam que não ocorreu na região, embora tenha ocorrido uma melhora, destoando da realidade do país. A causa para essa estabilidade ainda é investigada pelos estudantes, mas pode ser, até mesmo, a subnotificação de casos.

Com isso, a recomendação dos pesquisadores é de ampliação urgente do ritmo de vacinação, que era de 154 primeiras doses no dia 2 de março e de 346,6 segundas doses no mesmo dia, número considerado ainda muito limitado no levantamento. Os responsáveis pela plataforma salientaram novamente a importância do reforço de medidas de prevenção, como distanciamento, uso da máscara e higiene.

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