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Mais uma escola protesta contra fechamento de turmas

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Outro colégio da Rede Estadual protestou, na tarde desta segunda-feira (5), contra o fechamento de turmas. Por volta das 15h, pais de alunos da Escola Estadual Cândido da Motta Filho, no Bairro São Benedito, Zona Leste, foram para a frente do colégio manifestar seu repúdio contra a medida, que vem ocasionando a superlotação das classes remanescentes.

De acordo com a comunidade escolar, a situação chegou a um ponto em que duas turmas, de primeiro e segundo ano do ensino fundamental, foram colocadas na mesma sala de aula, com um só professor, que dividia o quadro negro ao meio, colocando, de cada lado, o conteúdo de uma das séries. "Isso vai contra tudo que se prega em educação. A indignação destes pais é muito pertinente, e o sindicato apoia integralmente. Se preciso, vamos entrar com uma ação judicial contra o Estado", diz a coordenadora da subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE),Victória de Fátima de Melo.

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Durante o protesto, os pais entregaram um abaixo-assinado com 300 assinaturas ao vereador Isauro Calais (PMN), reivindicando ao Governo estadual que tome providências não apenas em relação à redução do número de turmas, mas também no que se refere à infraestrutura da escola. A instituição possui pisos quebrados, muros esburacados e diversas infiltrações, entre outros problemas."Isso aqui está abandonado, ninguém faz nada por nós", revela um estudante.

Isauro encaminhou o documento ao Ministério Público (MP) na segunda-feira mesmo. "Espero que o Estado tenha sensibilidade, e o ministério tome as medidas cabíveis."A Tribuna esteve no colégio na tarde desta segunda e procurou a direção, mas não foi recebida. A Superintendência Regional de Ensino também foi acionada, mas não deu retorno. Em entrevista anterior, a diretora do órgão, Belkis Cavalheiro Furtado, havia afirmado que o fechamento de classes obedece a uma resolução que se aplica a todas as escolas estaduais. Na ocasião, ela acrescentou que a superintendência estava analisando cada colégio onde a medida foi determinada, para "cumprir a lei com sensibilidade, sem prejudicar alunos ou professores."

Na quinta-feira passada (1), cerca de 50 alunos, professores e representantes do Sind-UTE fizeram um manifesto na Escola Estadual Governador Juscelino Kubitschek, no Bairro Santa Luzia, também contra o corte de classes.

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