Em pelo menos cinco municípios os moradores enfrentaram ontem a falta de água. Em Divinópolis, na região Centro-oeste do estado, a Copasa teve que interromper o fornecimento desde o dia 3 por causa da elevação do nível dos rios Itapecerica e Pará, que abastecem o município, e do risco de a água invadir a estação de tratamento, danificando as bombas.
Conforme a Agência Brasil, o rompimento de uma adutora obrigou a Copasa a interromper, emergencialmente, o abastecimento de água de alguns bairros de Contagem, Esmeraldas e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A expectativa era que a situação começasse a ser normalizada na noite de ontem.
Já em Muriaé, na Zona da Mata, moradores do Bairro José Cirilo fizeram manifestação colocando barricadas de móveis destruídos pela inundação na Avenida Altino Pereira Rodrigues, para cobrar agilidade no reabastecimento da água. Eles pediam alimentos e ajuda de caminhões-pipa para poderem limpar as casas e cozinhar.
Conforme o coordenador da Defesa Civil de Muriaé, João Ciribelli, impedir o acesso à via só dificultou a chegada de ajuda. "Entendemos que, ao tentar voltar para as casas e se depararem com essa situação, a população se desesperou, o que é normal. Mas estamos fazendo de tudo para controlar a situação. Esse foi um problema localizado, em breve eles terão água nas casas e, com a ajuda da Polícia Militar, conseguimos garantir o acesso ao bairro. A distribuição de materiais de limpeza e alimentos tem sido priorizada."
Muriaé tem cerca de mil desalojados e 300 pessoas em abrigos públicos, de acordo com Ciribelli. Segundo o último balanço da Defesa Civil local, o nível do rio baixou 2,2 metros até o fim da tarde de ontem e, hoje, é esperado que reduza mais um metro. No total, oito bairros foram inundados e quase metade da população foi afetada pelos problemas relativos às chuvas.
