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Morre jovem que usou drogas

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A adolescente de 17 anos que havia sido internada após consumir drogas em uma festa no Bairro Vila Alpina, na semana passada, morreu na manhã de ontem. A jovem estava internada no Hospital São Vicente de Paulo, antigo HTO, que confirmou a informação à Tribuna durante a tarde. O fato ocorreu no dia 25 de outubro, quando a vítima deu entrada no centro de emergência da Unidade Regional Leste com parada cardiorrespiratória. Ela foi reanimada e transferida para o hospital dias depois.

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Conforme a Polícia Militar (PM), dois amigos e uma prima da jovem relataram que estavam em uma festa na Vila Alpina, onde teriam feito uso exagerado de bebida alcoólica e de entorpecentes, como maconha e benzeno, e de uma substância conhecida como “pingo de solda”. A droga líquida, usada por meio de inalação, teria sido oferecida ao grupo por um desconhecido. Logo depois, a adolescente sofreu um mal súbito e foi socorrida. Os jovens não souberam indicar à polícia o local exato da festa. O suspeito não foi encontrado.

Falta de controle

O uso de drogas entre adolescentes e jovens é uma preocupação constante na sociedade. Na avaliação do coordenador do Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Outras Drogas (Crepeia) da UFJF, o professor Telmo Ronzani, além do uso exacerbado, um dos fatores de risco de entorpecentes é a falta de conhecimento sobre a procedência e as substâncias que são misturadas. “As pessoas não têm controle da qualidade da droga que consomem. Até as mais conhecidas, como o álcool, podem ter componentes altamente tóxicos e que levam à morte. E essa perda de controle aumenta o risco, além daqueles danos já causados pelas substâncias.”

Ele explica que os perigos causados pelo consumo de drogas são ainda maiores para adolescentes. “Há um perigo maior para esta faixa etária, seja pela questão comportamental ou pelas consequências diretas ao desenvolvimento neurobiológico. Esta é a fase de desenvolvimento do cérebro, e a ingestão de substâncias psicoativas pode ter consequências diretas, além da própria dependência”, explica. “A fase da adolescência é uma época de descobertas e experimentação, e a droga sempre entra neste ambiente como ritual, artifício de divertimento. O problema é que há um grande desconhecimento sobre o assunto, já que os jovens não são adequadamente educados e não têm informações sobre o uso. A ideia do risco para o adolescente, de uma forma geral, é ainda positiva, vista como algo desafiador. Por isso é necessário trabalhar melhor preventivamente nesta fase de descobertas”, alerta.

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