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JF vai ganhar 40 pluviômetros

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No próximo período chuvoso, Juiz de Fora poderá contar com uma rede de pluviômetros para contabilizar o volume de chuva em cerca de 40 bairros. Os equipamentos, que serão alocados em empresas parceiras e em propriedades do município, como escolas, creches e unidades de saúde, devem alertar a Defesa Civil sobre riscos de enchentes ou ameaças de escorregamento de talude.

Com recursos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Governo federal, e sem necessidade de contrapartida do município, devem ser instalados, até outubro, 15 equipamentos automáticos, que transmitem informações para uma central por meio do sinal de telefonia móvel, e outros 28 semi-automáticos, que armazenam dados por até dois anos, necessitando da coleta presencial. O custo dos aparelhos é estimado em R$ 260 mil, enquanto a manutenção exige investimento de R$ 60 mil/mês. Por serem considerados imprecisos, os 18 pluviômetros já existentes na cidade devem ser substituídos.

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De acordo com o subsecretário de Defesa Civil, Márcio Deotti, os pontos onde os pluviômetros serão instalados (ver quadro) foram definidos após engenheiros do setor mapearem a cidade, levando em consideração a localização das principais calhas, como os córregos e os rios.

Na cidade há três grandes calhas, que são o Rio Paraibuna, o Rio do Peixe e o Rio Cágado. O que contribui para alterar o volume de água nestes locais são as microbacias, como os córregos. Então definimos que os pluviômetros seriam colocados nos pontos mais altos dessas microbacias. Desta forma, podemos saber, com antecedência, se uma chuva poderá causar enchente nas áreas mais baixas, explicou.

Outros três aparelhos serão instalados nas cidades de Lima Duarte e Bias Fortes, sendo de responsabilidade destes municípios. O subsecretário explica que eles também ajudarão a monitorar riscos em Juiz de Fora, já que poderão apontar aumento em calhas que deságuam na cidade.

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Estatística

Além de auxiliar nos trabalhos realizados pela Defesa Civil no período chuvoso, as informações dos pluviômetros poderão ser utilizadas na construção de dados estatísticos, tanto pelo órgão local como pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). Deotti explica que, conhecendo a intensidade de chuvas e os meses mais vulneráveis de cada região de Juiz de Fora, será possível preparar os locais com objetivo de absorver os impactos, já que a prevenção representa um décimo dos custos necessários para recuperação de uma área atingida.

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Contagem histórica

Na opinião do professor das faculdades de Engenharia Civil e Sanitária e Ambiental da UFJF, Fabiano Tosseti Leal, que leciona a disciplina drenagem urbana, os equipamentos poderão ser úteis para contabilizar médias históricas de precipitações com objetivo de direcionar obras hidráulicas. Poderemos conhecer mais profundamente o regime de precipitação e, talvez, até dividir o municípios por áreas. Também há benefícios a curto prazo, visto que a Defesa Civil já dispõe de séries históricas de chuvas em algumas regiões, e os equipamentos irão aperfeiçoar este sistema.

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Tosseti também avalia que o número de equipamentos a serem instalados é suficiente para uma cidade do porte de Juiz de Fora. No entanto, ressalta a necessidade de eles estarem bem localizados.

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