Apesar de oito horas de busca no Bairro Vila Alpina, Zona Leste, autoridades policiais não conseguiram localizar o corpo de uma mulher, de 31 anos, desaparecida há quatro meses. Os trabalhos tiveram início na terça-feira e mobilizaram policiais civis e militares, além do Corpo de Bombeiros. Ontem as equipes voltaram ao local e fizeram escavações em uma área íngreme, que sofreu um deslizamento de terra, onde havia a hipótese de localização do cadáver. As buscas foram suspensas às 17h e serão retomadas hoje, a partir das 8h.
A procura pelo suposto cadáver foi desencadeada a partir de investigação do Grupo Tático Operacional (GTO) de Família da Polícia Civil, que solicitou prisão provisória de dois suspeitos da possível morte de Flávia Renata Miranda Reis, expedida pela Justiça na noite de terça-feira. Um dos suspeitos levou os policiais ao local onde seu corpo teria sido deixado. Ontem, durante as buscas, que contaram com o apoio de dois cães farejadores da raça labrador, uma calça e uma blusa foram encontradas soterradas. O segundo homem preso também foi levado ao local para ajudar a indicar a possível localização do cadáver, mas não houve êxito. "Encontramos uma certa dificuldade na procura em função do desmoronamento de terra, que está exigindo mais escavações," afirmou o tenente Douglas Freitas.
Na noite de terça, outras peças de roupa e uma bolsa que poderiam ser de Flávia também foram encontradas na área. A irmã da desaparecida, Kely Miranda, 32, disse que a viu pela última vez no dia 27 de março. "Ela estava morando na rua, usando drogas, mas sempre recorria à família. Toda semana, ia na minha casa. Lá ela comia, tomava banho e até dormia. Mas logo voltava para a rua de novo."
Ainda conforme a irmã, Flávia teria se envolvido em uma desavença com um dos suspeitos presos, que a teria ameaçado. "Ela chegou a ficar escondida na minha casa alguns dias. Depois disso, desapareceu. Procuramos em hospitais e no Instituto Médico Legal (IML). Mas não tínhamos nenhuma pista, até que o pessoal do bairro começou a comentar que ela tinha morrido e que estaria enterrada nessa trilha." No final das buscas de ontem, a mãe da vítima, Maria Aparecida Miranda, 50, ficou desapontada ao se deparar com um dos suspeitos. "Eu quero justiça. Quero que encontrem minha filha. Se está morta, tenho o direito de saber como foi que morreu", desabafou, lembrando que Flávia tinha três filhas de 14, 15 e 17 anos.
