
Condutor não foi abordado porque a parada dele resultaria em transtornos ao trânsito
A Tribuna flagrou, na tarde de ontem, uma carreta de grande porte transitando na Avenida Rio Branco, em frente ao Parque Halfeld. A prática é considerada irregular, já que placas de sinalização vertical proíbem o acesso destes veículos, entre 11h e 20h, na área conhecida como polígono central. Este espaço é formado pelas ruas Santo Antônio, Barão de Cataguases, Avenida Francisco Bernardino, Travessa Doutor Prisco Vianna, Praça Antônio Carlos, Avenida Itamar Franco e todas as vias incluídas neste perímetro, como a Rio Branco.
De acordo o chefe do Departamento de Fiscalização da Settra, Paulo Peron, autuações como a flagrada ontem são rotineiras e é uma das observações feitas pelos agentes durante o turno de trabalho. “Observamos tudo, desde abusos como este, até estacionamento e parada em locais proibidos. É importante ressaltar que, no caso de hoje (ontem), o condutor não foi abordado porque a parada dele resultaria em transtornos ao trânsito. Por isso a postura do agente de anotar a placa para emitir a notificação.”
Conforme a assessoria de comunicação da Settra, de janeiro até ontem, foram emitidas 1.169 multas baseadas no artigo 187 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A legislação diz que é infração transitar em local/horário não permitido pela regulamentação. Além do desrespeito ao polígono central, entram neste mesmo artigo os casos de automóveis que transitam em faixas exclusivas para ônibus e táxi. A multa é de R$ 85,13, com perda de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A estatística apresentada ainda não inclui o flagrante feito ontem.
A carreta tinha placa do Estado do Paraná. Perguntando se o motorista poderia ter cometido a infração por falta de conhecimento do trânsito local, ele defendeu que não. “É possível, sim, que ele não tenha ficado atento à sinalização. Pode ter sido falta de atenção, mas as placas existem e estão bem posicionadas.”

