
Trecho da Rua Guaçuí, no São Mateus, está em condições precárias
Na Rua Américo Lobo, interseção com Augusto Stoppa, no Progresso, asfalto apresenta rachaduras e esfarelamento
Cratera toma parte da Rua Benjamin Colucci, no Centro
A forte pancada de chuva que atingiu Juiz de Fora no último domingo colocou em evidência, mais uma vez, a situação precária da pavimentação no município. Em algumas vias do Bairro Bom Clima, Zona Nordeste, como a Rua Aurélio Ferreira Salgado, a pavimentação “esfarelou”, transformando-se em vários pedaços de pedras. Buracos e trincas também são observados na Rua Américo Lobo, interseção com a Augusto Stoppa, no Progresso, região Leste, onde a via ficou alagada. Em outros locais, como na Rua Benjamin Colucci, Centro, e na Rua Guaçuí, no São Mateus, Zona Sul, a condição do asfalto piorou.
De acordo com o diretor-técnico da Empav, Renê Vieira Filho, tanto o tráfego pesado de veículos como a água da chuva são agravantes para a formação de novos buracos. Isso porque a pavimentação é antiga e, por esta razão, permeável. “Quando novo, ele fica bastante impermeabilizado, e a água não atinge a base. Ao contrário, as rachaduras ocorridas ao longo do tempo favorecem a entrada da água. Ao passar dos anos, ele vai afundando, enfraquecendo a base. E, fatalmente, ocorrem os buracos.”
Em reportagem da Tribuna publicada em março, Renê havia comentado que algumas ruas foram asfaltadas há mais de 30 anos, sendo que a vida útil média do material é de 14. Para corrigir o problema em toda a cidade, seria preciso investimento aproximado de R$ 500 milhões, recurso de difícil viabilidade, conforme o diretor reforçou esta semana. “Precisaríamos de um aporte financeiro grande do Estado e da União, só que está cada vez mais difícil conseguir este dinheiro. Ao mesmo tempo, o tráfego de veículos cresce cada vez mais.”
Por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo federal, Juiz de Fora tem R$ 80 milhões em projetos aprovados para recuperação de asfalto. Deste total, R$ 38 milhões já tiveram o depósito sinalizado, mas estão bloqueados em razão do contingenciamento da União. Não há previsão da Empav de quando este dinheiro chega. A Empav pretende investi-lo em vias arteriais dos bairros, que são aquelas ruas e avenidas onde há o maior tráfego de automóveis.

