
As ocorrências envolvendo árvores mais que dobraram em um ano na cidade, conforme divulgado ontem pela Defesa Civil. Em 2015, foram atendidos 78 chamados por ameaça de queda e 17 por queda. Sendo que, em 2016, foram 177 ameaças e 40 quedas. Os números do Corpo de Bombeiros também impressionam, já que as vistorias cresceram 78% em igual período. Apenas em 2016, a corporação registrou 284 quedas ou podas e 106 cortes de árvores caídas em vias públicas. A mais recente, engrossa a estatística já de 2017. No fim da manhã de ontem, galhos caíram na Avenida Rio Branco, em frente à Rua Delfim Moreira. Não houve feridos, mas o ônibus da linha 221 (Bom Pastor/Santa Catarina) foi atingido e teve o vidro dianteiro danificado. O trânsito ficou confuso, e os demais coletivos precisaram seguir viagem por meio das vias laterais da avenida.
Ocorrências envolvendo árvores ainda causam muitas dúvidas, principalmente sobre qual órgão deve ser acionado. Isso porque a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros podem atuar em casos de riscos iminentes. Para outros, é preciso solicitar vistoria na Secretaria do Meio Ambiente. De acordo com a tenente Priscila Adonay, assessora de imprensa dos Bombeiros, alguns atendimentos são feitos em conjunto com a Defesa Civil. “Eles atuam na questão estrutural, quando a espécie pode prejudicar o talude ou colocar uma edificação em risco. Nós podemos agir quando há riscos também, como inclinação da árvore ou raiz exposta ou podre.”
A Secretaria do Meio Ambiente pode autorizar remoção ou poda de espécies, após análise de um engenheiro florestal. Segundo o titular da pasta, Luiz Cláudio Santos, são feitas de 90 a cem vistorias a cada mês, sendo que a autorização é dada em 10% dos casos. Apesar do grande número de pedidos de vistoria, Luiz Cláudio afirmou que a demanda reprimida é muito pequena. “A regra é não suprimir, por causa dos inúmeros benefícios que uma árvore traz ao nosso ambiente. A intervenção pode ser autorizada em situações que há riscos, como árvores estufando, morta ou doente.” Em vias públicas, o trabalho é feito pela Prefeitura e, em terrenos particulares, cabe ao proprietário promover o serviço. Neste caso, ele é orientado e recebe um laudo. “Eles também podem solicitar corte para reformas ou construções. A legislação permite, desde que haja compensação ambiental, que pode ser, por exemplo, o plantio de 20 ou 30 mudas de determinada espécie.” O pedido deve ser feito no JF Cidadão, e as dúvidas são respondidas por meio do telefone 3690-7118.

