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Danos em ruas afetam serviços públicos em JF

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Rua Maria Florice dos Santos, no Três Moinhos, está fechada para o tráfego
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Rua Maria Florice dos Santos, no Três Moinhos, está fechada para o tráfego

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As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora em dezembro ainda causam reflexos em diversas regiões, onde ruas foram danificadas porque não suportaram a força das águas. Em alguns locais, o trânsito precisou ser interditado, embora parcialmente, comprometendo o funcionamento de serviços essenciais, como coleta de lixo e transporte público. Na tarde desta sexta-feira (3), a Tribuna visitou sete vias, das regiões Norte, Leste e Sul, e constatou a preocupação e indignação de moradores, principalmente porque os problemas existem há pelo menos dez dias, sem que solução tenha sido apresentada para as correções.

Um dos casos que mais chama atenção é o da Rua Maria Florice dos Santos, no Bairro Três Moinhos, Zona Leste, onde pelo menos 18 famílias temem que o restante da pavimentação caia sobre o barranco e atinja casas da Rua Diva Garcia, no Linhares, que fica abaixo. No local, parte da via, que já é estreita, está rachada e, em certo ponto, vazando água de esgoto de uma tubulação que teria se rompido há três dias, infiltrando o talude. "Está cada dia pior. Tudo começou há cerca de cinco anos, com algumas trincas, e agora o asfalto está cedendo", disse o porteiro Luciano Freitas, 30 anos. Por causa do problema, alguns moradores estão com dificuldade em estacionar os carros em suas garagens. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Obras, aquele local está incluído no pacote de construções de muros de contenção, que está sendo executado desde abril de 2013. Além disso, a Cesama vai enviar uma equipe ao local para avaliar os outros danos. Ainda na Zona Leste, na Rua Belisário de Castro, no Grajaú, o asfalto que cedeu no final de dezembro ainda causa transtornos. A via permanece interditada para passagem de qualquer veículo. No entanto, a coleta de lixo é feita normalmente, de acordo com o aposentado Diomedes Dias, 76.

Já na Zona Norte, os transtornos são observados nas ruas Victório Justo Turola e Bráulio Lodron, no Fontesville. Nestes locais, verdadeiras crateras se formaram na pavimentação, dificultando a passagem de veículos leves e pesados. Por conta disso, o caminhão de lixo e o ônibus que atendem a região não estão cumprindo todo o itinerário, conforme os moradores. Segundo o contador Eduardo Moreira, 53, apesar dos buracos, é possível transitar nas vias. "O problema maior está no caminhão de lixo, que está descumprindo a rota em alguns dias. Fico sem saber se posso ou não colocar os sacos para fora de casa." A Empav garantiu que vai fazer uma vistoria na área na segunda-feira. Sobre a coleta de lixo, o Demlurb informou que o serviço está regular, e os coletores são orientados a entrar na rua a pé para promover o recolhimento dos detritos.

No Jardim Natal, também na região Norte, onde uma mulher morreu soterrada na Rua Miguel Marcos Peres, apenas nesta sexta a faixa de segurança foi retirada da via, que estava parcialmente interditada. No entanto, o entulho permanece no terreno atingido e também sobre a calçada. O ônibus urbano, que desviava a rota, voltou a circular nesta sexta. Entulhos também prejudicam o fluxo de automóveis na Rua Antônio Carlos da Silva, no mesmo bairro, onde montes de areia estão sendo despejados pelos moradores no asfalto. Segundo o Demlurb, uma equipe irá ao bairro neste sábado definir um cronograma para voltar a retirar o entulho na próxima semana. A atividade, que havia sido iniciada no dia seguinte do acidente, precisou ser interrompida para ações em bairros com situações mais urgentes. O departamento ainda pede que o material não seja despejado em via pública.

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Zona Sul

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No Bairro Ipiranga, região Sul, um pedaço da pavimentação afundou, causando rachaduras na pista e na calçada da Rua Tereza Nogueira dos Santos. "O asfalto está cedendo cada vez mais. A preocupação agora é com a rede de esgoto, que ficou obstruída após o asfalto afundar. Se demorarem a resolver o problema, a água vai começar a voltar pelo cano para dentro de nossas casas", lamentou o aposentado Vicente Siqueira, 70. Segundo a Cesama, uma vistoria será feita no local.

De acordo com o subsecretário de Operação Urbana da Secretaria de Obras, José Walter Ávila, durante o período chuvoso, 99% dos trabalhos realizados são voltados para emergências e apenas 1% para o planejamento. Ele informou que as atividades são realizadas a partir de uma definição de prioridades, com objetivo de interferir primeiro nas áreas onde é possível minimizar os riscos e os transtornos à população. Além disso, algumas intervenções devem ser realizadas em períodos de estiagem. "Pode acontecer de ter caído um barranco e não ser seguro tirar toda a terra do local, e por isso demoram alguns dias para que as soluções apareçam. É necessário avaliar cada caso."

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